Força-tarefa extingue incêndio de 10 dias no Parque Serra Ricardo Franco

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) anunciou, nesse sábado (30), a extinção total de um incêndio florestal que durou 10 dias e consumiu parte do Parque Estadual Serra Ricardo Franco, localizado no município de Vila Bela da Santíssima Trindade.

aeronave usada para combater chamas bombeiros
Aeronaves, caminhões e bombeiros foram necessários para apagar o incêndio. (Foto: Bombeiros)

O combate às chamas exigiu uma operação ininterrupta de dez dias, mobilizando um grande esforço conjunto que incluiu diversas frentes de atuação, desde o monitoramento por satélite até o trabalho braçal de brigadistas em terrenos acidentados.

Este evento, infelizmente comum no bioma cerrado durante o período de seca, ilustra perfeitamente a complexidade e a importância do trabalho realizado pelas forças de segurança e pela comunidade no enfrentamento às chamas.

O alerta inicial: A tecnologia a serviço do meio ambiente

Tudo começa com a detecção. Diferente do que muitos imaginam, o primeiro alerta muitas vezes não é um telefonema, mas um ponto em uma tela de computador. No caso do incêndio no Parque Serra Ricardo Franco, o primeiro foco de calor foi identificado no dia 21 de agosto por meio de imagens de satélite.

Essas imagens são monitoradas 24 horas por dia pela Sala de Situação Central do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá. Esta é a primeira linha de defesa: um sistema de inteligência que permite uma resposta rápida mesmo em áreas remotas e despovoadas, onde o fogo pode se alastrar por dias antes de ser avistado. A partir desse alerta, foi deflagrada imediatamente a operação de combate.

Prevenção é a melhor estratégia: período proibitivo do fogo

A operação bem-sucedida também serve para reforçar um alerta crucial à população: a proibição do uso do fogo para limpeza de terrenos. Mato Grosso, por abrigar três biomas (Amazônia, Cerrado e Pantanal), possui diferentes calendários de restrição, mas todos estão em vigor agora:

  • Pantanal: Proibição de 1º de junho a 31 de dezembro.
  • Amazônia e Cerrado: Proibição de 1º de julho a 30 de novembro.
  • Áreas Urbanas: O uso do fogo é proibido durante todo o ano.

A maioria dos incêndios florestais de grande proporção tem origem em queimadas irregulares e controladas que escapam do controle.

Denunciar qualquer indício de fogo é uma responsabilidade de todos. Em caso de emergência, disque 193 (Corpo de Bombeiros) ou 190 (Polícia Militar). A preservação de patrimônios naturais como o Parque Serra Ricardo Franco, depende da tecnologia, dos bombeiros e da consciência ambiental de cada cidadão.

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