A Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso autorizou, nesta segunda-feira (1º), o retorno do vereador Chico 2000 (PL) ao cargo na Câmara de Cuiabá, após quatro meses de afastamento por suspeita de corrupção.
A decisão acompanha o entendimento já aplicado ao vereador Sargento Joelson (PSB), beneficiado por habeas corpus concedido no fim de semana. A expectativa é que eles reassumam as cadeiras ainda esta semana, mas o Parlamento Municipal ainda não foi notificado.

Operação Perfídia
Chico 2000 e Joelson foram alvos da Operação Perfídia, deflagrada em abril deste ano pela Polícia Civil. Os parlamentares são acusados de receber propina de R$ 250 mil para votar a favor de um projeto de lei que beneficiaria a empresa HB20 Construções Eireli, responsável pelas obras do Contorno Leste, orçadas em R$ 125 milhões.
Na época, os vereadores tiveram os gabinetes vasculhados, celulares apreendidos e foram afastados por decisão da juíza Edna Ederli Coutinho, do Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo).
O advogado do parlamentar, Alaertt Rodrigues, afirmou que o Tribunal aplicou a extensão do habeas corpus concedido a Joelson por considerar que ambos os vereadores se encontram em “situações idênticas”.

Segundo ele, os trâmites administrativos já estão em andamento para comunicar oficialmente a Câmara de Cuiabá.
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Com a volta dos titulares, os suplentes Fellipe Correa (PL) e Gustavo Padilha (PSB) perdem a vaga.
A denúncia
As suspeitas contra os vereadores surgiram a partir de uma denúncia feita pelo então deputado federal Abílio Brunini (PL) e reforçadas pelo depoimento de João Jorge Souza Catalan Mesquita, ex-funcionário da empreiteira, que detalhou o suposto esquema de pagamento de propina.
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