Adolescente que atacou colega com faca agiu de forma consciente, diz médico

A adolescente de 16 anos, apreendida após ferir uma colega de 15 anos e um funcionário de uma escola estadual de Campo Grande com uma faca, passou por avaliação no Cras (Centro de Referência de Assistência Social) do bairro Aero Rancho, nesta quarta-feira (3).

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Complexo da Cepol, onde fica a DEAIJ, delegacia que investiga o caso. (Foto: Polícia Civil)

De acordo com a ficha médica escolar da jovem, havia menção a uma “investigação diagnóstica” relacionada ao TEA (Transtorno do Espectro Autista), sem a apresentação de laudo conclusivo.

Durante a avaliação médica realizada no CRAS, o profissional responsável afirmou que a adolescente apresentava “plena consciência dos atos cometidos” e deu alta médica para a menina.

Com base nesse parecer, além de depoimentos colhidos, a Polícia Civil concluiu que a jovem teria agido de forma premeditada, consciente da gravidade de suas ações.

A apreensão em flagrante foi confirmada pela prática de ato infracional análogo à tentativa de homicídio e lesão corporal.

Não há confirmação sobre o estado de saúde da menina atingida.

O caso

Segundo informações da Polícia Civil, o episódio ocorreu durante o intervalo das aulas. A adolescente teria feriu superficialmente o rosto de uma estudante de 15 anos e o dedo do funcionário da escola que tentou intervir. Uma terceira aluna, de 16 anos, também teria sido alvo da tentativa de agressão.

Ainda conforme a Polícia Civil, a direção da escola informou que, na noite anterior ao incidente, tomou conhecimento de uma possível ameaça feita em um grupo de WhatsApp da escola.

A mensagem, supostamente enviada pela adolescente envolvida, mencionava a intenção de levar uma arma de fogo à unidade de ensino após desentendimentos com colegas.

A direção acionou a ronda escolar, que compareceu à instituição na manhã seguinte e realizou revista nas mochilas dos estudantes, mas não encontrou nada de ilícito. No intervalo, ocorreu a discussão.

A Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros e a DEAIJ (Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude) foram acionados e atuaram no atendimento da ocorrência.

Um estudante que presenciou o episódio afirmou, em entrevista ao portal Primeira Página, que a adolescente vinha sendo alvo de bullying por parte de colegas, incluindo uma das estudantes feridas.

O que diz a SED (Secretaria de Estado de Educação)

A SED (Secretaria de Estado de Educação) classificou o caso como um “incidente isolado, rapidamente controlado”.

Como parte do Protocolo da Rede Estadual de Ensino, a estudante foi contida e, de imediato, a secretaria acionou uma equipe de assistentes sociais e psicólogos educacionais para acompanhar as jovens envolvidas.

“A SED reforçou que trabalha em diversas frentes de prevenção e monitoramento, com ações de videomonitoramento, Ronda Escolar, equipes de Inteligência e Segurança em parceria com as polícias Civil e Militar, além do Corpo de Bombeiros.

Também distribui cartilhas de orientação sobre boas práticas e protocolos a serem seguidos em casos como este, com o objetivo de garantir a segurança dos estudantes da rede estadual, que conta com 350 unidades escolares.”

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