O tenente-coronel Alexandre José Dal Acqua, que comandava o 20º Batalhão da Polícia Militar em Juína, se apresentou à Justiça Militar nessa segunda-feira (8) e foi preso em meio a investigações por estupro, tentativa de estupro e assédio sexual.
O caso é conduzido pela Corregedoria da PM, por meio de um Inquérito Policial Militar, que corre em sigilo devido à gravidade das acusações.

Dal Acqua já havia sido afastado do comando em agosto, após as primeiras denúncias. A investigação inicial aponta que uma estagiária teria sido vítima de violência durante a cerimônia de passagem de comando, realizada em fevereiro de 2024, quando ele assumiu a chefia do batalhão.
Além desse episódio, o inquérito também apura assédio contra outras mulheres, incluindo uma policial civil do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), uma servidora municipal e cidadãos em Aripuanã, região sob responsabilidade do militar à época.
Em nota, a defesa do ex-comandante afirmou que ele se apresentou espontaneamente e se disse “convicto de sua inocência”, pronto para esclarecer todos os fatos. O advogado também criticou o vazamento de informações sigilosas, considerado prejudicial à reputação do oficial.
A Polícia Militar reiterou que o caso corre sob sigilo e reforçou que a instituição “não compactua com crimes ou condutas ilícitas” cometidos por seus membros. Dal Acqua permanece detido em Cuiabá, aguardando os desdobramentos da investigação.