No DF, Abilio une agenda política e ato religioso em apoio a Bolsonaro

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), esteve em Brasília nessa terça (9) e quarta-feira (10) para participar da Mobilização Municípios em Risco, organizada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM). Ele também se encontrou com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e participou de um ato religioso, no qual orou por Jair Bolsonaro de cima de um trio elétrico, em frente à residência do ex-presidente, que está sendo julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Abilio ora por Bolsonaro em Brasilia
O prefeito de Cuiabá esteve em Brasília e orou pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. (Foto: Instagram)

“Deus não se agrada da injustiça. Mas, a injustiça é praticada por aqueles que se afastam de Deus. Quero dizer a ele [Bolsonaro] para seguir firme e perseverante. Que as nossas orações sirva de consolo. Que o nosso apoio sirva de afago e que o nosso abraço chegue até ele”, disse no trio.

Já ao lado da ex-primeira-dama, Abilio gravou um vídeo com Michelle que agradeceu as orações da primeira-dama de Cuiabá, Vânia Rosa (PL).

Bolsonaro em xeque

O ex-presidente Jair Bolsonaro, junto com outros sete aliados, está sendo julgado pelo STF por tentativa de golpe de estado. Na tarde desta quinta-feira (11), o STF formou maioria com o voto da ministra Cármem Lúcia para que Bolsonaro seja condenado pelo crime que culminou no ataque à Praça dos Três Poderes, em Brasília, no dia 8 de janeiro de 2023. 

Cármen Lúcia foi a quarta ministra a votar a favor da condenação. Em seguida, será a vez do ministro Cristiano Zanin, presidente da Turma.

bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro é julgado por tentativa de golpe de Estado. (Foto: Reprodução)

Também já votaram a favor os ministros Flávio Dino e o relator do caso, Alexandre de Moraes. Apenas o ministro Luiz Fux se posicionou contra.

O ex-presidente e seus aliados são acusados de envolvimento com uma organização criminosa armada, tentativa de derrubar o Estado Democrático de Direito por meio da violência, tentativa de golpe de Estado, destruição qualificada com uso de força e danos a bens tombados.

Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin, é investigado apenas pelos três primeiros crimes.

Caso a condenação seja confirmada, a definição da pena ocorrerá após a votação final. As punições podem chegar a até 30 anos de reclusão em regime fechado. No entanto, a prisão não será imediata, pois dependerá da análise de eventuais recursos.

Recursos possíveis

Se o julgamento terminar com quatro votos a favor da condenação e apenas um contrário, os acusados, incluindo Bolsonaro, poderão apresentar embargos de declaração — recurso utilizado para esclarecer omissões ou contradições no acórdão. Esse tipo de medida, no entanto, raramente altera o resultado e costuma ser rejeitada.

Já se dois ministros votarem pela absolvição, resultando em um placar de 3 a 2, a defesa poderá apresentar embargos infringentes, que permitem uma reavaliação do caso.

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