A Justiça revogou a prisão temporária da farmacêutica Aline Valandro Kounz após a Polícia Civil descartar o envolvimento dela na morte da personal trainer Rozeli da Costa Sousa Nunes, de 33 anos, em Várzea Grande (MT). O marido dela, o policial militar Raylton Mourão, confessou à polícia ter matado a vítima e teve a prisão mantida.

Conforme o delegado Bruno Abreu, que conduz as investigações sobre o caso, as provas produzidas em inquérito não apontaram, em princípio, envolvimento de Aline no crime e pontuou que ela fugiu apenas a pedido do marido.
“O investigado Raylton apresentou-se a esta autoridade policial e, em interrogatório, confessou a prática do crime, assumindo integralmente a autoria e isenta expressamente sua esposa de qualquer participação. Na sequência, a investigada Aline foi ouvida em declarações, tendo suas afirmações
corroborado com a versão do marido, reafirmando não possuir envolvimento na execução do delito, apesar de foragir dos fatos a pedido do mesmo”, afirmou o delegado, em documento encaminhado ao Ministério Público Estadual (MPE).
Como até o momento não foram provados indícios de autoria ou participação no crime, o Ministério Público também concordou com o pedido de revogação, sem prejuízo da continuidade das investigações.
No processo, o juiz Pierro de Faria Mendes, da 1ª Vara Criminal de Várzea Grande, reforçou que a própria polícia não viu necessidade de manter a mulher presa.
“Nesse sentido, considerando que a prisão temporária é medida excepcional, que deve perdurar apenas enquanto necessária para as investigações, e tendo em vista que, no presente caso, não mais se vislumbra tal necessidade em relação à investigada Aline Valandro Kounz, impõe-se a revogação da medida. Acolho o pedido defensivo e revogo a prisão temporária”, concluiu o juiz Pierro de Faria Mendes.
PM preso
O policial militar Raylton Mourão foi preso no domingo (21) após se apresentar no Plantão 24h de Atendimento às Vítimas de Violência Doméstica e Sexual, por volta de 17h, em Cuiabá. Ele estava acompanhado pela Polícia Militar e por um advogado. Ele está no Batalhão da Força Tática, na Capital.
O crime
Rozeli da Costa Sousa Nunes foi morta no dia 11 de setembro de 2025 quando saía para trabalhar, no bairro Cohab Canelas, em Várzea Grande. Ela foi surpreendida por dois homens em uma moto, às 6h30.
Na ação, a dupla acompanhou o veículo de Rozeli até alcançar a rua lateral. Em determinado momento, o suspeito, que estava na garupa, sacou uma arma, ainda com os veículos em movimento, e efetuou os disparos em direção à vítima, que estava sozinha no carro. Os tiros atingiram Rozeli, que morreu ainda no local.