A Polícia Civil de Mato Grosso indiciou Reyvan da Silva Carvalho, nesta terça-feira (23), pelos crimes de estupro e homicídio qualificado na forma de feminicídio contra Solange Aparecida Sobrinho, de 52 anos. Ele também é apontado como autor de outros estupros e de um feminicídio em Cuiabá, sendo tratado como estuprador em série.
De acordo com a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o indiciamento foi sustentado por laudos periciais, exames de DNA e depoimentos de testemunhas, que confirmaram a violência sexual sofrida pela vítima antes do assassinato.

O delegado responsável pelo caso, Bruno Abreu, pediu à Justiça a conversão da prisão temporária do investigado em preventiva, destacando a gravidade dos fatos e a periculosidade do acusado.
O crime
Solange foi morta no dia 23 de julho, em um galpão desativado do campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. Câmeras de segurança registraram a vítima caminhando sozinha pelo local horas antes de desaparecer. No dia seguinte, seu corpo foi encontrado por vigilantes da universidade.
Laudos apontaram vestígios de DNA masculino no corpo da vítima e em objetos na cena do crime, incluindo uma bituca de cigarro.
A perícia confirmou que o material genético é compatível com outros crimes sexuais investigados em Cuiabá: um feminicídio em 2020, no bairro Parque Ohara, além de estupros registrados em 2021, no bairro Tijucal, e em 2022, no Jardim Leblon.
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Ryan está preso desde 29 de agosto. Ele foi detido durante uma ação da DHPP.
Prisão e histórico criminal
O nome de Reyvan já constava em registros da polícia devido a uma prisão anterior pelo estupro cometido no bairro Tijucal, em 2021. No dia 29 de agosto, ele voltou a ser detido, desta vez dentro do campus da UFMT, local onde, segundo a Polícia Civil, possivelmente buscava uma nova vítima.
Reação da UFMT
Após a morte de Solange e outros episódios de violência dentro da instituição, a UFMT anunciou um pacote de medidas para reforçar a segurança. Entre as ações estão a instalação de 600 câmeras de monitoramento com reconhecimento facial, reforço no efetivo de vigilância 24 horas, fechamento de acessos alternativos e parcerias com a Secretaria de Estado de Segurança Pública para policiamento interno.
A reitora Marluce Souza e Silva afirmou que a universidade seguirá com investimentos em segurança e em ações de apoio à comunidade acadêmica.