A Polícia Civil trabalha para identificar o comparsa do policial militar Raylton Duarte Mourão, suspeito de matar a personal trainer Rozeli da Costa Sousa Nunes no último dia 11, em Várzea Grande. Apesar de o soldado ter confessado o crime e fornecido alguns detalhes da ação, ele se recusou a revelar quem o ajudou pilotando a motocicleta usada na execução.
“O comparsa vai ser identificado e preso”, afirmou o delegado Bruno Abreu, responsável pela investigação.

As diligências também buscam localizar a moto e a arma utilizadas no crime, e a polícia não descarta a participação de outras pessoas na execução. “O envolvimento confirmado é dele e do piloto da motocicleta. Aparentemente, trabalhamos com duas pessoas, mas pode ser que surjam outros envolvidos, seja dando apoio de carro, logística, enfim. Ainda é cedo para afirmar”, explicou o delegado.
Leia também – PM suspeito de matar personal fica preso na Força Tática; esposa segue foragida
Em depoimento, Raylton teria declarado que jogou a arma e a moto em um rio no Pará, mas a versão é considerada improvável. Para o delegado, não haveria tempo hábil para o suspeito percorrer o trajeto de ida e volta até o estado vizinho. “Ele disse que jogou o revólver calibre 38 no Pará, mas é uma explicação sem lógica. Ele não saiu da cidade. Quanto à moto, afirmou não saber onde está”, detalhou.
Leia também – PM preso por morte de personal alega problemas psiquiátricos durante audiência de custódia
O delegado destacou ainda que a arma utilizada não era a de uso funcional da corporação, mas um revólver calibre 38.
Leia também – Farmacêutica é solta após polícia não achar provas de participação na morte de personal
O crime
Rozeli foi assassinada em 11 de setembro, no bairro Cohab Canelas, em Várzea Grande. Câmeras de segurança registraram o momento em que dois homens em uma motocicleta se aproximaram do carro da vítima, quando o garupa disparou cerca de seis vezes, sem chance de defesa.
Na manhã do crime, Rozeli deixava sua residência em direção à academia onde trabalhava. Ela deixou dois filhos, de 6 e 12 anos, que estavam em casa dormindo no momento da execução. O marido, caminhoneiro, estava em viagem para o município de Sorriso.
As investigações apontam que a motivação estaria relacionada a uma ação judicial movida por Rozeli após um acidente de trânsito envolvendo os dois. Raylton considerava injusta a decisão da Justiça, que lhe foi desfavorável.