Homem reclama de caminhonete em frente ao portão e é esfaqueado 14 vezes

Um episódio de violência extrema foi registrado no Jardim Autonomista, em Campo Grande. Câmeras de segurança mostraram um homem de 42 anos sendo brutalmente agredido pelo vizinho, enquanto ouvia ofensas racistas.

O agressor ainda teria gritado que a vítima “não poderia morar naquele local por ser negro” e que “iria morrer por causa disso”. Veja o vídeo:

Vídeo mostra momento de agressão (Vídeo: Arquivo pessoal)

O caso aconteceu às 22h40 no dia 23 de setembro, na rua Hermelita de Oliveira Gomes. No vídeo acima, gravado por câmera de segurança, é possível ver o homem sendo esfaqueado e arrastado pelas pernas, enquanto tentava se desvencilhar do agressor. Amigos da vítima ainda tentaram ajudar, mas também foram agredidos pelo vizinho.

As testemunhas acionaram a Polícia Militar, que chegou bem na hora que o agressor, sujo de sangue, arrastava o homem para dentro da casa.

A vítima relata que a briga começou após pedir para o vizinho retirar sua caminhonete, uma dodge ram, de cor vermelha, que estava parada em frente à sua casa.

“Ele me deu 14 facadas. Eu lutando pela minha vida. No final, ele falou: ‘Eu vou te matar, seu macaco. Você vai ver, seu neguinho’.”

“Completo descontrole”

O homem teve cortes na barriga, mão, cabeça e segue internado. No boletim de ocorrência, os policiais relataram que o autor parecia estar sob efeito de drogas, com roupas sujas de sangue e em completo descontrole, resistindo às ordens de soltura. Para contê-lo, foi necessário o uso de gás de pimenta e algemas nos braços e nas pernas.

Durante a ocorrência, localizaram um revólver calibre 22 carregado, uma faca com marcas de sangue, dois celulares e a chave da camionete. Já na delegacia, a vítima relatou que, além das ofensas raciais e da agressão física, também teve um relógio arrancado do pulso, o que configurou roubo.

Inicialmente registrado como vias de fato, o caso foi reclassificado como tentativa de homicídio, racismo e roubo, diante da intenção clara do agressor de ceifar a vida da vítima, evidenciada pelas imagens e pelo depoimento prestado.

Mesmo após ser levado à Depac-Cepol (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), a vítima ainda conta que o vizinho manteve comportamento violento contra os policiais: proferiu ofensas e chegou a dar um tapa em um dos militares.

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A reportagem entrou em contato com a Polícia Militar e a Polícia Civil, mas ainda não obteve retorno.

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