É verdade que a PMA (Polícia Militar Ambiental) está monitorando a região do bairro Vila Nasser, em Campo Grande, após relatos de moradores sobre uma suposta onça-pintada rondando a região de mata, nas proximidades. Mas, nós últimos dias, uma foto de um felino caminhando tranquilamente por uma área residencial viralizou. Será que é verdade?

Nesta segunda-feira (6), a PMA alertou para a desinformação, quando o assunto é a denúncia de que uma onça-pintada está à solta na capital de Mato Grosso do Sul.
Veja o que diz nota divulgada pelo órgão:
“Diante do crescente uso de ferramentas de Inteligência Artificial (IA), capazes de gerar imagens e vídeos sintéticos (como deepfakes) com alto grau de realismo, a PMA faz um alerta máximo sobre o risco de desinformação e pânico desnecessário”.
“A facilidade em criar e compartilhar imagens falsas de animais pode desviar o foco e os recursos essenciais das equipes que estão, de fato, em campo, buscando vestígios reais”.
“Não compartilhe”
Diante da situação, a PMA orienta o que fazer, caso você receba um vídeo ou foto do tipo.
- Verifique a fonte: antes de repassar qualquer imagem ou vídeo, questione sua origem e veracidade. Confie apenas em fontes oficiais (PMA, Ibama e demais órgãos/instituições governamentais);
- Não Compartilhe em redes: se receber um registro que possa não ser verdadeiro, não o espalhe em grupos ou redes sociais.
E se o encontro com uma onça for real?
A PMA também orienta: caso você aviste um felino, registre por meio de fotos ou vídeos e envie o material diretamente aos órgãos ambientais competentes para avaliação técnica imediata.
Ação na Vila Nasser
Após relatos do surgimento de uma onça-pintada, na região, capitão Rocha, subcomandante do 1º Batalhão de Polícia Militar Ambiental, confirmou que as equipes foram acionadas e realizaram vistorias em casas desabitadas e áreas de mata próximas a cursos d’água, no local. Porém, nada foi encontrado.
“Apesar do empenho das equipes, a PMA reitera que, até o momento, não foi encontrado qualquer vestígio ou indício que comprove a presença do felino, como pegadas, pelos ou carcaças. O monitoramento da área, contudo, será mantido”.