A Justiça recebeu, nessa quinta-feira (9), a denúncia da 18ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá contra 18 pessoas alvos da Operação Datar, que investigou um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro, que teria movimentado R$ 185 milhões provenientes do tráfico de drogas e outros crimes.
Entre os réus, estão o DJ Diego de Lima Datto, apontado como suspeito de ser o líder do esquema, e o ex-superintendente de Tecnologia da Informação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Vinicius Curvo Nunes. Confira a lista completa dos denunciados:
- Diego de Lima Datto
- Patrike Noro de Castro
- Jackson Luiz Caye
- Marco Antônio Santana
- Clovis Leite Junior
- Vânia Marilda de Lima Datto
- Vinicius Curvo Nunes
- Lucas Goudinho e Gonçalves
- Thiago Massashi Sawamura
- José Guilherme Datto
- Thiago Inoue
- Robson Luiz de Siqueira Couto
- Celso Dourado de França
- Enzo Gonçalves Bonfim da Costa
- Mirelle Havana Zago
- Mauro José Zago Junior
- Elizabete Maria Noro
- Rafael Geon de Sousa
O Primeira Página tenta localizar a defesa dos citados.

Vinicius foi exonerado do cargo na ALMT após as investigações. Diego, Patrike, Jackson e Marco já possuem condenações por tráfico de drogas, associação para o tráfico, contrabando e moeda falsa.
Conforme o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), os réus responderão por associação criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo a denúncia, eles se associaram de forma estável e permanente para praticar reiteradamente o crime de lavagem, ocultando e dissimulando a origem ilícita de valores provenientes do tráfico de drogas.
Além da condenação dos réus, o MPMT pediu o perdimento de bens e valores obtidos com os crimes, incluindo dinheiro bloqueado em contas e investimentos, espécie, bens móveis e imóveis apreendidos ou sequestrados no valor de R$ 32.218.077,63, atualizado com juros e correção monetária.

A operação
A Operação Datar cumpriu 67 ordens judiciais em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul (incluindo a cidade de Ponta Porã) e São Paulo. Os policiais apreenderam pelo menos sete armas de fogo, mais de R$ 60 mil em dinheiro vivo, veículos de luxo e outros bens.
A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), revelou que os envolvidos movimentavam valores milionários de forma fracionada entre contas de pessoas físicas e jurídicas, sem comprovação de origem lícita.