Faccionado preso no Rio de Janeiro é considerado líder de esquema de jogos ilegais

Ederson Xavier de Lima, conhecido como Boré, preso em uma praia de Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, no último dia 28, voltou a ser alvo da Polícia Civil de Mato Grosso nesta terça-feira (14). Ele é um dos principais investigados na Operação Raspadinha do Crime, deflagrada nas primeiras horas do dia.

Boré, atualmente detido na Penitenciária Central do Estado (PCE), foi alvo de um novo mandado de prisão preventiva. Além de ser apontado como chefe da facção criminosa Comando Vermelho (CV) em Mato Grosso, ele é considerado líder do esquema desbaratado pela Polícia Civil, que desarticulou um grupo criminoso responsável por operar um falso empreendimento de raspadinhas instantâneas em diversas cidades do estado.

Ederson Xavier de Lima, conhecido como "Boré", foi preso em praia do RJ. | Foto: Polícia Civil
“Boré”, líder do Comando Vermelho em MT, é alvo de novo mandado na Operação Raspadinha do Crime. | Foto: Polícia Civil

As investigações apontam que Ederson coordenava as ações financeiras da organização e definia as diretrizes da operação. Uma das contas bancárias utilizadas no esquema estava em seu nome, e a chave Pix para pagamento era registrada em um número de telefone vinculado ao líder do CV em Mato Grosso.

A rede criminosa se espalhou por mais de 20 cidades do estado, contando com núcleos operacionais locais que distribuíam os bilhetes, recolhiam valores e controlavam a contabilidade das vendas. Todo o sistema era estruturado para manter o anonimato da facção e mascarar a origem do dinheiro.

Em apenas seis meses, a facção movimentou mais de R$ 3 milhões por meio do esquema de jogos de azar. Os bilhetes eram usados como fachada para lavagem de dinheiro e financiamento das atividades criminosas, criando fontes de arrecadação paralelas ao tráfico e à extorsão.

A operação cumpriu 21 mandados de prisão preventiva, 54 de busca e apreensão, 11 de bloqueio de contas e 25 de quebra de sigilo bancário e telemático, além de sequestrar valores que ultrapassam R$ 1,1 milhão, conforme determinação do juiz Anderson Clayton Dias Batista, da 5ª Vara Criminal de Sinop.

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Também foi autorizada a apreensão e destruição do material de raspadinhas, incluindo centenas de bilhetes e banners de propaganda recolhidos durante as diligências.

Os mandados foram cumpridos nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Alta Floresta, Aripuanã, Brasnorte, Campo Novo do Parecis, Campo Verde, Castanheira, Colíder, Colniza, Confresa, Guarantã do Norte, Juara, Juína, Juruena, Lucas do Rio Verde, Matupá, Novo Horizonte do Norte, Novo Mundo, Nova Mutum, Pontes e Lacerda, Poxoréu, Primavera do Leste, Rondonópolis, Santa Carmem, Santiago do Norte, São José do Rio Claro, Sinop, Sorriso, Tangará da Serra, Tapurah, Terra Nova do Norte e União do Sul.

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