Willian dos Santos Silva, de 20 anos, morreu durante um confronto com a Força Tática da Polícia Militar, na noite dessa quarta-feira (15), no bairro Cidade Jardim, em Vila Rica (MT). Ele era um dos suspeitos de matar Gabriel dos Santos Viana, de 19 anos, há cerca de duas semanas.
Segundo o delegado Luiz Humberto, Gabriel era conhecido pelas equipes da cidade por gostar muito da polícia, em especial por um soldado da Polícia Militar. Membros da facção pegaram o celular dele e viram uma conversa com o policial, mandando foto de um doschefes da facção. Esse chefe foi informado e decretou a morte do Gabriel.

Nesta semana, a polícia recebeu informações de que uma casa estaria servindo de esconderijo para Willian, então foragido. Ele havia fugido armado durante uma abordagem anterior, ocasião em que um comparsa dele foi preso.
De acordo com a Polícia Militar, o suspeito teria sido visto entrando na casa, onde havia um casal, que pulou o muro e fugiu, ao perceber a presença da equipe. Já Willian, armado com um revólver calibre 38, reagiu à abordagem, efetuando um disparo de arma de fogo contra um dos policiais, que revidou.
Mesmo ferido, Willian conseguiu pular o muro e caiu no terreno vizinho. Uma ambulância do Hospital Municipal foi acionada, mas, ao chegar ao local, a equipe médica constatou a morte dele.
Após o confronto, a polícia realizou buscas pela área e encontrou o casal que havia fugido. Dentro da casa, os policiais apreenderam drogas e uma caderno com regras do Comando Vermelho. Em algumas páginas, continham anotações de valores, quantidades de drogas e nomes de pessoas relacionadas a débitos de drogas para a facção.
A arma utilizada por Willian no confronto, juntamente com um carregador e uma munição intacta, também foi apreendida.
Todo o material foi encaminhado para delegacia de Vila Rica e o casal foi preso por tráfico de drogas e possível ligação com a facção criminosa.
A morte de Gabriel

Gabriel foi assassinado com uma facada no pescoço, desferida pelo primeiro suspeito preso, e outra na perna, golpe dado por Willian. Depois, ele foi enterrado pelos dois.
Gabriel estava desaparecido desde o dia 27 de setembro. A irmã dele registrou um boletim de ocorrência, dizendo que ele teria ido a uma festa e não foi mais visto. Ela tinha a informação de que o desaparecimento poderia ter ligação com a facção criminosa e que o irmão havia sido colocado em um carro antes de sumir.
Após semanas de investigações, a polícia recebeu a denúncia de que o carro utilizado no dia do desaparecimento do jovem e a moto dele estariam em uma fazenda da região, a cerca de 30 quilômetros da zona urbana da cidade, na Comunidade Caxandá.
O dono da fazenda permitiu a entrada dos policiais. Os dois suspeitos estavam trabalhando na propriedade e correram pela mata quando viram a equipe. Um deles foi preso após tropeçar e cair no chão. Ele estava armado com uma espingarda.
Durante a prisão, um celular foi apreendido e o suspeito afirmou que era usado para fazer videochamada com membros da facção. Questionado, ele indicou onde estava o carro usado no homicídio de Gabriel, onde a facção criminosa havia enterrado a moto dele e onde o corpo estava enterrado. A faca utilizada no crime estava dentro do carro.