Imagens mostram Silvinei Vasques sendo expulso do Paraguai após ser preso
Ex-diretor da PRF foi detido no país vizinho ao tentar embarcar para El Salvador. Crédito: Direção Nacional de Migrações da República do Paraguai via X
BRASÍLIA – Imagens da prisão do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, no Paraguai. foram divulgadas pela polícia daquele país. Nas imagens, Silvinei aparece usando uma camisa verde e calça jeans, ao lado de um agende de migração paraguaio. Em outras, ele aparece sozinho, com e sem óculos. Veja as imagens ao longo do texto.
Silvinei Vasques, que violou a tornozeleira eletrônica para fugir do Brasil, tentava embarcar para El Salvador e e usava documentos paraguaios no nome de Julio Eduardo Baez Fernandez, com nacionalidade paraguaia.
Silvinei estava sob monitoramento desde agosto de 2024, época em que foi solto após ser preso preventivamente. Ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 24 anos e seis meses de prisão no último dia 16.
Silvinei foi condenado, entre outras coisas, por ter realizado blitzes ilegais nas eleições de 2022 com o objetivo de atrapalhar o fluxo de eleitores no Nordeste que tendencialmente votariam no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O processo da condenação por organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado está em fase de recurso.
Ao ser preso, o ex-diretor da PRF apresentou às autoridades aeroportuárias uma declaração médica em que afirma ser portador de um câncer cerebral agressivo e declara não conseguir falar nem ouvir.
Ainda de acordo com o documento, Vasques se deslocava para realizar um procedimento de radiocirurgia, descrito como um tratamento “moderno e eficaz” indicado para tentar “prolongar o período de vida”.
Apesar disso, o texto afirma que ele estaria lúcido em condições clínicas adequadas para realizar a viagem.
A prisão foi decretada por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, após a Polícia Federal apontar indícios de fuga.

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