O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou o Hospital DF Star, em Brasília, no fim da tarde desta quinta-feira (1º), após permanecer internado por pouco mais de uma semana para tratamento cirúrgico e acompanhamento clínico. Assim que recebeu liberação médica, ele foi reconduzido à Superintendência da Polícia Federal, onde cumpre prisão desde novembro, em razão da condenação no processo que apurou a tentativa de ruptura institucional.
Bolsonaro havia sido internado no dia 24 de dezembro para realizar uma cirurgia de correção de hérnia inguinal em ambos os lados. Durante o período de internação, a equipe médica decidiu aprofundar a investigação de queixas persistentes, como crises prolongadas de soluços, o que levou à realização de uma endoscopia. O exame apontou inflamação no esôfago e no estômago, quadro que vinha sendo monitorado pelos profissionais de saúde.

Na véspera da alta, os médicos informaram que o ex-presidente apresentava evolução clínica satisfatória, com redução dos sintomas, o que permitiu a programação da saída hospitalar, desde que não houvesse intercorrências, o que se confirmou nesta quinta (1º).
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O deslocamento de Bolsonaro ocorreu sob escolta, com apoio de agentes de segurança, e foi realizado a partir da garagem do hospital, na Asa Sul, região central da capital federal.
Horas antes da alta, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, rejeitou novo pedido da defesa que buscava a conversão da prisão em regime domiciliar por razões humanitárias. Na decisão, o magistrado afirmou que os advogados não apresentaram fatos novos capazes de modificar o entendimento já firmado anteriormente, quando o mesmo pleito havia sido negado.

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O STF também reforçou que continuam garantidas ao ex-presidente todas as condições necessárias para acompanhamento médico, incluindo a entrada de profissionais de saúde na unidade prisional, o fornecimento de medicamentos prescritos e a entrega de alimentação preparada por familiares, conforme autorização judicial já em vigor.
Bolsonaro foi condenado a mais de 27 anos de prisão no âmbito do processo que investigou a articulação de uma tentativa de golpe de Estado após as eleições presidenciais, e permanece custodiado enquanto tramita a fase de execução da pena.