Mercado futuro de milho fecha a semana com oscilações

O mercado futuro de milho apresentou comportamento misto nesta quarta-feira, refletindo um cenário de negócios lentos no período de feriado prolongado e influência de fatores externos. Levantamento da TF Agroeconômica aponta que as cotações na B3 foram pressionadas pela queda do dólar e pelo recuo observado na Bolsa de Chicago ao longo da sessão.

Os principais contratos do cereal encerraram o dia sem direção única, com perdas acumuladas na semana. O contrato março apresentou recuo semanal de 0,74%, enquanto a média de preços do mercado físico calculada pelo Cepea registrou leve baixa de 0,07% no mesmo período. A desvalorização do dólar, que acumulou queda de 2,01% na semana, também contribuiu para limitar o suporte às cotações domésticas.

No fechamento do pregão, os vencimentos futuros apresentaram desempenho negativo. O contrato janeiro fechou a R$ 69,95, com queda diária de R$ 0,33 e perda semanal de R$ 0,88. O vencimento março encerrou cotado a R$ 74,10, recuando R$ 0,37 no dia e R$ 0,74 na semana. Já o contrato maio terminou a sessão a R$ 73,23, com baixa de R$ 0,62 no dia e desvalorização semanal de R$ 0,97.

No mercado internacional, os contratos futuros de milho negociados na Bolsa de Chicago também fecharam o dia e a semana em baixa, acumulando o quinto pregão consecutivo de perdas. O vencimento março caiu 0,74%, sendo negociado a 437,00 centavos de dólar por bushel, enquanto o contrato maio recuou 0,78%, fechando a 444,75 centavos.

A pressão sobre os preços em Chicago esteve relacionada à retomada de posições vendidas por fundos de investimento em um ambiente de baixo volume de negócios, além da expectativa favorável para a safra sul-americana. O ritmo acelerado das exportações dos Estados Unidos, com avanço de 30,93% em relação ao ciclo anterior, ajudou a conter perdas mais acentuadas. Relatórios do USDA confirmaram ainda uma nova venda de 132 mil toneladas de milho americano para a Coreia do Sul, referente à safra 2025/26.
 



Fonte


Publicado

em

por

Tags:

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *