Pressão de custos reduz margem do produtor rural

A redução nos custos diretos está associada à normalização da oferta de fertilizantes

A redução nos custos diretos está associada à normalização da oferta de fertilizantes
A redução nos custos diretos está associada à normalização da oferta de fertilizantes – Foto: Pixabay

A rentabilidade do produtor rural brasileiro segue pressionada na safra 2024/25, em um contexto marcado por custos operacionais elevados e margens mais apertadas. Segundo análises da Céleres, embora os custos diretos da produção agrícola tenham apresentado estabilidade a leve queda nominal em 2025, o alívio não foi suficiente para compensar outras despesas que continuam em trajetória de alta.

A redução nos custos diretos está associada à normalização da oferta de fertilizantes e a um ambiente geopolítico mais estável, além de mudanças no mercado de defensivos, que passou a registrar maior participação de produtos genéricos e ainda convive com estoques elevados ao longo da cadeia de distribuição. Esse movimento contribuiu para conter parte das despesas no campo, mas não alterou de forma significativa o cenário de pressão sobre as margens.

Do lado dos custos operacionais, o produtor enfrenta um ambiente mais adverso. As despesas logísticas acompanharam a alta dos combustíveis, enquanto o cenário de pleno emprego pressionou a oferta de mão de obra, resultando em aceleração da inflação dos serviços. Soma-se a isso o impacto das taxas de juros elevadas, que têm afetado negativamente os produtores com algum grau de alavancagem financeira, reduzindo a rentabilidade das operações.

Esses fatores resultaram em margens mais estreitas na safra 2024/25, ainda que superiores às observadas na temporada anterior. Nas condições analisadas, um produtor em terra própria, com cultivo de soja na primeira safra e milho na segunda, alcançou margem EBITDA de 16,6 sacas de soja por hectare. Para a safra 2025/26, no entanto, a perspectiva é de intensificação da pressão sobre os custos de produção. 
 



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