VÍDEO: morador comemora retorno da coleta de lixo em Várzea Grande

pós 16 dias sem coleta de lixo, um morador de Várzea Grande registrou em vídeo o momento em que o caminhão finalmente voltou a circular pelo bairro Cohab Cristo Rei, no domingo (4). A gravação, em tom de comemoração, viralizou nas redes sociais e simbolizou o alívio de moradores que enfrentaram o acúmulo de resíduos durante as festas de fim de ano.

Morador registra em vídeo a passagem do caminhão de lixo no bairro Cohab Cristo Rei após 16 dias sem coleta em Várzea Grande. - Foto: Reprodução/Vídeo
Morador registra em vídeo a passagem do caminhão de lixo no bairro Cohab Cristo Rei após 16 dias sem coleta em Várzea Grande. – Foto: Reprodução/Vídeo

O autor do vídeo é o caixa de posto Sílvio Peteler, de 32 anos, morador do bairro há quatro anos. Segundo ele, a última passagem do caminhão havia ocorrido em 19 de dezembro de 2025, o que provocou transtornos significativos à comunidade. “Era um mau cheiro horrível nas ruas. Passar o Natal e o Ano-Novo com lixo acumulado foi muito difícil”, relatou.

Morador registra e comemora a passagem do caminhão de lixo no Cohab Cristo Rei após 16 dias sem coleta em Várzea Grande. – Vídeo: Silvio Peteler

Além do odor, Silvio contou que o lixo espalhado atraía animais durante a noite. “Cães e gatos faziam a festa nas lixeiras. De manhã, a gente tinha que juntar tudo de novo, na esperança de que o caminhão fosse passar”, disse.

De acordo com o morador, a coleta no bairro costuma ocorrer regularmente às segundas, quartas e sextas-feiras. Ele afirma que atrasos pontuais já haviam ocorrido, mas nunca por um período tão longo. “Essa foi a primeira vez. Nem em anos anteriores aconteceu algo assim”, destacou.

Entenda a paralisação

A coleta de lixo em Várzea Grande foi interrompida no dia 18 de dezembro após a empresa Locar Saneamento Ambiental suspender os serviços devido ao atraso nos repasses da prefeitura, que somavam R$ 12,4 milhões. Os débitos se referiam a serviços prestados em dezembro do ano anterior e aos meses de agosto, setembro, outubro e novembro.

Após quatro dias de paralisação, o serviço foi retomado no dia 22 de dezembro, depois que o município quitou o valor correspondente a um mês em atraso. Mesmo com a retomada, cerca de R$ 11 milhões permaneceram em aberto, segundo a administração municipal.

Com o acúmulo de resíduos, a operação passou a atuar com reforço de equipes e frota. Em um único dia, 426 toneladas de lixo foram recolhidas, volume acima da média diária do município, estimada em cerca de 250 toneladas. A estratégia incluiu até 30 caminhões, em turnos diurno e noturno, para acelerar a normalização do serviço.

Paralelamente, a prefeitura tentou substituir a empresa por meio de um contrato emergencial, previsto para iniciar em janeiro de 2026. No entanto, a medida foi suspensa pela Justiça, que determinou a manutenção do contrato com a Locar até o julgamento definitivo da ação.

Posicionamento da prefeitura

Em entrevista ao MT1, o secretário municipal de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, Gerson Scarton, afirmou que a Prefeitura de Várzea Grande tem intensificado a fiscalização e a cobrança sobre a empresa responsável pela coleta, diante das reclamações de moradores e da constatação de que o serviço ainda não ocorre de forma regular em todos os bairros.

Segundo ele, apesar de a empresa informar aumento no volume recolhido e reforço na frota, a operação ainda é insuficiente diante do crescimento da produção de resíduos no período de fim de ano. “Realmente é o que está sendo coletado, porém existe um aumento de resíduos no final do ano e essa coleta não está sendo suficiente. O serviço está deixando a desejar em todo o município”, afirmou.

Scarton destacou que a administração municipal acompanha o serviço diariamente e tem emitido notificações frequentes para cobrar a regularização da coleta.

De acordo com o secretário, os cronogramas apresentados pela empresa não vêm sendo cumpridos integralmente, com falhas na frequência prevista de três vezes por semana em diversos bairros. “Estamos notificando semanalmente, praticamente todos os dias, para que regularize. Caso isso não ocorra, as próximas medidas serão sanções e multas, dentro do processo administrativo”, explicou.

O secretário informou ainda que o prazo inicialmente estipulado para normalização era até o fim do ano passado, o que não foi cumprido. Segundo ele, novas notificações estão sendo emitidas para exigir que o serviço seja regularizado “o mais breve possível”.

Sobre o impasse jurídico envolvendo a tentativa de substituição da empresa, Scarton confirmou que a Prefeitura recorreu da decisão judicial que manteve a Locar à frente do serviço. “O serviço não está sendo prestado com a qualidade devida, por isso o município recorreu dessa decisão e aguarda um novo posicionamento da Justiça”, disse.

Até o momento, não há prazo definido para uma nova decisão judicial.

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