Café começa 2026 com mercado travado

Negociações devem crescer só na próxima semana


Foto: Pixabay

Com pouca atuação de compradores e vendedores, o mercado físico do café ainda não mostrou reação neste início de ano, segundo dados divulgados pelo Cepea. As transações, até o momento, estão limitadas a volumes pontuais, motivadas principalmente por necessidades imediatas de caixa por parte dos produtores.

A lentidão afeta tanto o café arábica quanto o robusta, mas com particularidades em cada segmento. No caso do arábica, a presença reduzida de vendedores no mercado spot nacional colabora para a escassez de negócios. Já os compradores, por sua vez, seguem pouco ativos, à espera de condições mais favoráveis de mercado.

Para o café robusta, o cenário também é de retração, mas com uma variável adicional: a safra 2025/26 foi mais volumosa, o que permite que muitos produtores ainda mantenham estoques. Apesar disso, as vendas continuam pontuais, concentradas em momentos de maior necessidade financeira, em função da queda acentuada nos preços ao longo do ano passado.

Segundo o Cepea, as cotações do robusta apresentaram uma desvalorização mais intensa do que as do arábica em 2025. Essa diferença tem influenciado o comportamento dos produtores, que optam por segurar os lotes enquanto aguardam um movimento de valorização.

A expectativa, conforme os pesquisadores do Cepea, é de que o mercado ganhe maior ritmo a partir da próxima semana. O avanço da colheita e a necessidade de liquidez por parte dos produtores podem contribuir para maior fluidez nas negociações.



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