Soja recua em Chicago após ajustes e pressão do óleo

A soja encerrou a sessão desta quinta-feira em baixa na Bolsa de Chicago, mesmo diante de sinais de demanda chinesa, em um dia marcado por volatilidade e ajustes técnicos dos investidores. De acordo com a TF Agroeconômica, o mercado chegou a operar em alta durante parte do pregão, mas perdeu força no fechamento diante da realização de lucros e da queda expressiva do óleo de soja.

O contrato janeiro recuou 0,50%, cotado a US$ 10,42 por bushel, enquanto o vencimento março caiu 0,54%, para US$ 10,56 por bushel. No mercado de derivados, o farelo de soja para janeiro teve leve baixa de 0,07%, encerrando a US$ 294,70 por tonelada curta. Já o óleo de soja registrou queda mais acentuada, de 0,95%, com o contrato janeiro a 49,00 centavos de dólar por libra-peso.

A pressão negativa foi intensificada pela forte desvalorização do óleo de soja ao longo do dia, reflexo direto do recuo dos preços do petróleo, que fecharam com perda próxima de 2,15%. O movimento estimulou a tomada de lucros por parte dos fundos, limitando qualquer tentativa de recuperação mais consistente das cotações do grão em Chicago.

Do ponto de vista fundamental, o mercado segue atento a fatores que restringem o avanço dos preços, como o atraso anual das exportações dos Estados Unidos no ciclo 2025/2026, que acumulam defasagem de 30,80%, além da perspectiva considerada favorável para a produção na América do Sul. Esses elementos continuam atuando como freio para movimentos mais firmes de alta.

No entanto, o cenário também contou com notícias de suporte. Circularam rumores de novas compras por parte da estatal chinesa Sinograin, estimadas em cerca de 600 mil toneladas. Além disso, o USDA confirmou uma nova venda de 336 mil toneladas de soja da safra 2025/2026 para a China, reforçando o interesse do país asiático pelo produto americano.



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