A queda mais intensa do robusta reflete principalmente o avanço da colheita no Vietnã

A queda mais intensa do robusta reflete principalmente o avanço da colheita no Vietnã – Foto: Sheila Flores
O mercado internacional de café iniciou a semana sob pressão, refletindo fatores ligados à oferta global e às condições climáticas nas principais regiões produtoras. Segundo análise da StoneX, o movimento negativo está associado ao avanço da colheita no Vietnã, ao progresso das lavouras na América Central e às perspectivas favoráveis para o desenvolvimento da safra no Brasil.
Após o recuo observado na semana anterior, os preços futuros retomaram a trajetória de queda nesta segunda-feira. Na última semana, o contrato mais ativo de café arábica negociado em Nova Iorque, com vencimento em março, acumulou baixa de 1,5%, encerrando a sexta-feira cotado a US¢ 369,30 por libra peso. O desempenho negativo também foi observado no mercado de robusta, com o contrato mais ativo em Londres recuando 4,3% no mesmo período, sendo negociado a USD 3.999 por tonelada.
A queda mais intensa do robusta reflete principalmente o avanço da colheita no Vietnã, maior produtor global da variedade, além da melhora nas condições climáticas no país asiático, fatores que reforçam a percepção de aumento da oferta no curto prazo. O andamento da colheita em países da América Central também contribui para o ambiente de pressão sobre as cotações internacionais.
No mercado doméstico brasileiro, o comportamento dos preços foi misto. Apesar da desvalorização de 0,4% do dólar na semana, que encerrou cotado a R$ 5,42, o indicador Cepea para o café arábica registrou alta de 1,7%, atingindo R$ 2.253,93 por saca. Em sentido oposto, o indicador Cepea do café robusta acompanhou parcialmente o movimento externo e apresentou queda de 2,9%, sendo negociado a R$ 1.332,56 por saca.

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