O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), tem até o dia 4 de abril para se afastar do cargo caso decida, de fato, disputar uma vaga no Senado Federal nas eleições de outubro deste ano. A exigência está prevista na legislação eleitoral, que determina a desincompatibilização de ocupantes de cargos do Executivo seis meses antes do pleito.
O prazo transforma os próximos meses em um período decisivo para o futuro político do governador e do próprio governo estadual. Caso opte pela saída, Mendes antecipa o encerramento do mandato para viabilizar sua candidatura nacional.

Pivetta assume e já se move para a reeleição
Com a eventual renuncia de Mendes, quem assume o comando do Estado é o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que já articula nos bastidores a reeleição como governador. Ele tem o apoio do atual chefe do poder Executivo e da maioria dos partidos que hoje integram o arco de alianças governista.
Saída em série no primeiro escalão
Além do próprio governador, o calendário eleitoral deve provocar uma reconfiguração no primeiro escalão do governo. Ao menos cinco secretários devem deixar seus cargos para disputar as eleições proporcionais, seja para a Câmara dos Deputados ou para a Assembleia Legislativa.

Na Casa Civil, Fábio Garcia pretende retomar o mandato de deputado federal e buscar a reeleição. Já o secretário de Segurança Pública, César Roveri, planeja disputar uma vaga na Câmara Federal. Embora a tendência seja permanecer no União Brasil, Roveri vem recebendo convites de outras legendas e ainda avalia o melhor caminho partidário.

Na Saúde, Gilberto Figueiredo também deve se afastar para tentar uma vaga na Assembleia Legislativa. Primeiro suplente na eleição passada, mesmo com votação expressiva, ele negocia uma mudança de partido para fortalecer sua candidatura.

Outro nome que se prepara para a disputa estadual é Alan Kardec, atual secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação. Ex-deputado estadual, ele deve acompanhar o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, na migração para o Podemos.
Na Educação, Alan Porto intensificou sua agenda política e também avalia disputar as eleições. A expectativa no meio político é que ele concorra pelo Republicanos, partido alinhado ao grupo político de Pivetta e responsável pela indicação da pasta.
Outros nomes no radar
Fora do secretariado, o presidente da MT Participações, Wener Santos, irmão do ex-senador Cidinho Santos, estuda entrar na disputa eleitoral no próximo ano. Já o presidente da Empaer, Suelme Evangelista, comunicou que não pretende se candidatar.