
O mercado institucional de terras no Brasil em 2025 apresentou ritmo moderado, com operações concentradas em movimentos estratégicos de consolidação e ajustes de portfólio. Levantamento da TF Agroeconômica indica que as principais transações do ano envolveram grandes áreas agrícolas e valores expressivos, ainda que em número reduzido de negócios.
Entre os destaques estão aquisições realizadas por grupos já presentes nas propriedades. Em março de 2025, a SLC anunciou a compra da Fazenda Paladino, em São Desidério, na Bahia, com 39.987 hectares, pelo valor de R$ 723 milhões. A área já era arrendada pela companhia desde 2021. No mesmo mês, a empresa também adquiriu a Fazenda Pamplona, em Unaí, Minas Gerais, com 7.835 hectares, por R$ 190 milhões, igualmente arrendada desde 2021. As duas propriedades pertenciam à Xingu Agri.
Outro movimento relevante foi a aquisição, pela Amaggi, de duas fazendas localizadas em Mato Grosso, anteriormente pertencentes à Proterra. As áreas somam 43 mil hectares, sendo 28,5 mil hectares agricultáveis, em uma transação estimada em R$ 1,8 bilhão, com pagamento à vista.
No sentido oposto, agentes financeiros tiveram participação predominante como vendedores. O FIAGRO RZEO11 anunciou a venda de um bloco de 20 fazendas no Tocantins, totalizando 39.240 hectares, pelo valor de R$ 468,9 milhões, sem divulgação do comprador. O FIAGRO RZTR11 também realizou vendas no mesmo estado, envolvendo áreas da Fazenda Clarão da Lua, que somam 5.770 hectares, por valores de R$ 18,5 milhões e R$ 108 milhões.
Outras operações incluíram a venda da Fazenda Preferência, em Baianópolis, na Bahia, com 17.799 hectares, por R$ 141,4 milhões, e a negociação de uma área de 560 hectares no Maranhão em modelo de sale and leaseback. O cenário reflete um ano de baixa atividade no mercado de capitais ligado ao agronegócio, com poucos lançamentos de FIAGROs e maior cautela dos investidores.

Deixe um comentário