Em Santa Catarina, o mercado segue travado

Em Santa Catarina, o mercado segue travado – Foto: Pixabay
O mercado de trigo no Sul do país atravessa um início de ano marcado por ritmo lento de negociações, estoques já comprometidos e sinais de possível aperto na oferta ao longo dos próximos meses. Segundo levantamento da TF Agroeconômica, a situação varia entre os estados, mas aponta dificuldades comuns tanto para moinhos quanto para produtores, especialmente diante do avanço da comercialização e da cautela dos vendedores.
No Rio Grande do Sul, estima-se que 2,3 milhões de toneladas da safra já estejam vendidas ou comprometidas, o equivalente a 65% do total colhido. Esse volume inclui vendas para moinhos locais e de outros estados, ração, exportação e reserva de sementes. Considerando uma moagem anual estimada em 2,02 milhões de toneladas, a disponibilidade pode ser insuficiente para atender a demanda até outubro, o que tende a pressionar os preços ao longo do ano. Os moinhos retomam as compras de forma lenta, com unidades menores ainda conseguindo receber trigo em janeiro, enquanto os maiores concentram a busca em fevereiro e março. Quem precisa liberar produto neste início de ano encontra como alternativa a exportação, enquanto vendedores permanecem focados na safra de milho.
Os leilões de PEPRO deram impulso à comercialização no estado, que estava atrasada. No mercado interno, os preços giram em torno de R$ 1.030 no interior para janeiro e R$ 1.050 para fevereiro, enquanto no porto os valores de exportação variam entre R$ 1.130 e R$ 1.140. Há expectativa também pela chegada de trigo argentino em Rio Grande, com custos ainda indefinidos.
Em Santa Catarina, o mercado segue travado, com moinhos em férias e apenas recebendo lotes já comprados. No Paraná, o cenário é semelhante, com moinhos abastecidos em janeiro e negociações travadas por divergências de prazo de pagamento, mantendo preços nominais estáveis, mas com pouca fluidez nos negócios.

Deixe um comentário