O contrato de soja com vencimento em janeiro recuou 0,55%

O contrato de soja com vencimento em janeiro recuou 0,55% – Foto: Leonardo Gottems
A soja encerrou a sessão em baixa na Bolsa de Chicago, refletindo um cenário de demanda enfraquecida, vendas externas abaixo do esperado e perspectivas favoráveis para a safra da América do Sul. Segundo a TF Agroeconômica, o mercado voltou a apresentar volatilidade, influenciado tanto por fatores técnicos quanto por fundamentos que pressionaram as cotações ao longo do dia.
O contrato de soja com vencimento em janeiro recuou 0,55%, fechando a US$ 10,47 por bushel, enquanto o março caiu 0,54%, para US$ 10,61 por bushel. No complexo da soja, o farelo para janeiro também registrou desvalorização de 0,36%, encerrando a US$ 300,40 por tonelada curta. O óleo de soja seguiu na direção oposta e avançou 0,43%, cotado a US$ 49,03 por libra-peso.
Entre os fatores de pressão esteve a proximidade da decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos sobre a legalidade das tarifas impostas durante o governo Trump. A expectativa em torno do julgamento reforçou a instabilidade observada ao longo da semana, apesar de o mercado ainda acumular saldo positivo no período.
Outro ponto negativo foi a defasagem anual das exportações norte-americanas, somada à perspectiva de uma produção robusta na América do Sul. No Brasil, os trabalhos de campo avançam com indicação de uma safra potencialmente recorde, estimada entre 177 e 180 milhões de toneladas, o que amplia a oferta global e limita movimentos de alta.
O relatório semanal de exportações do USDA também contribuiu para o viés baixista. As vendas de soja da safra 2025/2026 totalizaram 877,9 mil toneladas no período analisado, abaixo do volume da semana anterior e próximas ao limite inferior das projeções do mercado. O resultado representou uma queda de 42% em relação à média das quatro semanas anteriores, reforçando a percepção de demanda mais fraca no curto prazo.

Deixe um comentário