Trump anuncia que EUA vão ampliar ofensiva contra cartéis de drogas em terra

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (8) que o governo federal prepara um novo estágio de sua estratégia contra o narcotráfico, voltado para enfrentar as organizações criminosas em território continental. A declaração ocorreu em meio a uma série de ações militares e tensões diplomáticas na América Latina nos últimos meses.

Em entrevista à emissora Fox News, Trump disse que, após intensas operações navais que teriam reduzido em mais de 90% o fluxo de drogas pelo mar, os Estados Unidos devem agora ampliar sua atuação para o combate em terra, mirando diretamente os cartéis de drogas. A estratégia viria depois de uma série de ataques a embarcações suspeitas de transportar entorpecentes no Caribe e no Oceano Pacífico, além de uma operação controversa que resultou na captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro para responder por acusações ligadas ao tráfico de drogas.

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Trump declara guerra aos cartéis e anuncia ofensiva dos EUA em terra. – Foto: reprodução.

“Cortamos 97% das drogas que entram por via marítima e agora vamos começar a atacá-las em terra, visando os cartéis”, declarou Trump na entrevista, destacando o próximo passo da política antidrogas de sua administração.

O presidente americano também criticou a situação do México, afirmando que os cartéis estariam em posição de controle no país vizinho ao norte. “Os cartéis estão controlando o México […] É muito, muito triste ver o que aconteceu com aquele país”, afirmou Trump, reforçando a necessidade de medidas mais duras para conter o fluxo de drogas ilícitas rumo aos Estados Unidos.

No início desta semana, Trump afirmou ter sugerido à presidente do México, Claudia Sheinbaum, assistência militar dos Estados Unidos para erradicar os cartéis, mas a proposta não foi bem recebida. A chefe do Executivo mexicano, em entrevista coletiva, rejeitou categoricamente qualquer tipo de intervenção nos assuntos internos de seu país, lembrando que sua administração tem cooperado com Washington, porém sem abrir espaço para forças estrangeiras em solo mexicano.

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Sheinbaum enfatizou que a soberania do México é inegociável e que a colaboração com os EUA no combate ao tráfico deve ocorrer dentro dos limites do respeito mútuo e da legalidade, sem a presença de tropas ou ações militares diretas.

A ofensiva de Trump ocorre em um contexto de crescente tensão regional, em que os Estados Unidos intensificaram sua presença militar no hemisfério, especialmente com operações contra suspeitos de tráfico no mar e a designação de alguns cartéis como organizações terroristas. Esses movimentos têm gerado críticas de governos vizinhos e especialistas em direito internacional, que questionam a legalidade e as consequências de possíveis intervenções em países soberanos.

Analistas observam que, embora Trump tenha articulado a expansão da estratégia antidrogas para terra firme, a implementação prática de operações em solo de outros países enfrenta obstáculos diplomáticos e jurídicos consideráveis, especialmente diante da firme oposição de líderes regionais como Sheinbaum.

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