A principal resistência vem da França

A principal resistência vem da França – Foto: Foto: Portos RS
A União Europeia está prestes a dar um passo decisivo para formalizar um acordo de livre comércio com o Mercosul, encerrando uma negociação iniciada há mais de 25 anos e marcada por disputas internas no bloco. Segundo a Agência Reuters, os países europeus devem autorizar nesta sexta-feira a assinatura do tratado, que será o maior já firmado pela UE em termos de redução tarifária.
A Comissão Europeia e governos como os da Alemanha e da Espanha defendem o acordo como uma estratégia para ampliar mercados, compensar perdas provocadas por tarifas dos Estados Unidos e reduzir a dependência da China, especialmente no acesso a minerais considerados estratégicos. O entendimento envolve Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai e ainda precisará da aprovação do Parlamento Europeu para entrar em vigor.
A principal resistência vem da França, maior produtora agrícola da União Europeia. O argumento é que o acordo pode ampliar a entrada de produtos agropecuários a preços mais baixos, como carne bovina, aves e açúcar, pressionando agricultores locais.
Para avançar, o tratado precisa do apoio de ao menos 15 dos 27 Estados-membros, representando 65% da população do bloco. Com a autorização, a presidente da Comissão Europeia poderá assinar o acordo com os países do Mercosul. A expectativa é eliminar cerca de 4 bilhões de euros em tarifas sobre exportações europeias, diante de alíquotas elevadas praticadas atualmente pelo bloco sul-americano.
O comércio de bens entre as duas regiões somou 111 bilhões de euros em 2024, com exportações europeias concentradas em máquinas, produtos químicos e equipamentos de transporte, enquanto o Mercosul se destaca em produtos agrícolas, minerais, celulose e papel.

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