Victor Bento aponta imóveis como investimento sólido em Cuiabá, mesmo com juros elevados

Em um cenário nacional marcado por juros elevados e crédito mais restrito, o mercado imobiliário mantém papel estratégico entre as opções de investimento de longo prazo — especialmente em regiões com crescimento econômico consistente e expansão urbana estruturada, como Cuiabá e outras cidades de Mato Grosso.

Leia mais
Mais de 3,9 mil empresas têm pedido ao Simples Nacional 2026 indeferido em MT

Dados de entidades do setor e análises de especialistas indicam que, mesmo com a taxa Selic em patamares elevados — ainda que com projeções de recuo —, os imóveis continuam atraindo investidores. A combinação entre segurança patrimonial, geração de renda recorrente por meio da locação e valorização ao longo do tempo sustenta a atratividade do setor.
Na capital mato-grossense, o desempenho reflete características próprias da economia local. O avanço do agronegócio, a concentração de serviços, o crescimento populacional e a expansão de bairros planejados mantêm a demanda por moradia e locação aquecida, criando ambiente favorável aos investimentos imobiliários. Mesmo diante do custo mais alto do financiamento, parte dos compradores antecipa aquisições ao enxergar o imóvel como ativo real capaz de proteger o patrimônio em períodos de instabilidade econômica.
Segundo Victor Bento, diretor do Grupo Vivart, o momento exige análise menos imediatista e foco no horizonte de médio e longo prazo.
“Em mercados como o de Cuiabá, o imóvel não deve ser avaliado apenas pelo impacto momentâneo dos juros. Quando consideramos um horizonte mais amplo, fatores como valorização urbana, demanda constante por locação e escassez de áreas bem localizadas fazem do imóvel um investimento sólido”, afirma.
O perfil do investidor local também reforça essa tendência. Em vez de buscar ganhos rápidos, muitos compradores utilizam o imóvel como instrumento de diversificação em relação às aplicações financeiras tradicionais.
Enquanto investimentos em renda fixa acompanham diretamente as oscilações da Selic, o mercado imobiliário apresenta dinâmica própria, menos sensível às variações de curto prazo e mais vinculada ao desenvolvimento urbano e econômico da região.
Na prática, essa diferença pode ser ilustrada de forma objetiva. Um capital de R$ 500 mil aplicado em renda fixa, mesmo com juros elevados, tende a gerar retorno previsível, porém sujeito à tributação e à necessidade de reinvestimento constante para manutenção da rentabilidade. Já o mesmo valor investido em um imóvel bem localizado em Cuiabá pode gerar renda mensal com aluguel — geralmente ajustada pela inflação — além da valorização patrimonial ao longo dos anos.
“Quando somamos a renda da locação à valorização do imóvel, o retorno total costuma ser bastante competitivo, especialmente em regiões com crescimento urbano consistente”, explica Victor.
Outro ponto relevante é o perfil do mercado local. Em Cuiabá, bairros em expansão e empreendimentos com infraestrutura consolidada apresentam liquidez acima da média, tanto para venda quanto para locação. Esse fator reduz um dos principais riscos do investimento imobiliário: o tempo de vacância.
“Investidores que escolhem corretamente a localização e o tipo de imóvel conseguem minimizar riscos e garantir renda mais estável, mesmo em um ambiente econômico desafiador”, destaca o diretor.
Especialistas avaliam ainda que, historicamente, ciclos de juros elevados costumam ser seguidos por períodos de estabilidade ou queda das taxas, o que tende a aumentar a atratividade do crédito imobiliário e impulsionar a valorização dos ativos. Nesse contexto, investidores já posicionados no mercado podem se beneficiar tanto pela renda gerada no presente quanto pela valorização futura do imóvel.
Para Victor Bento, essa dinâmica é ainda mais evidente em Mato Grosso.
“O estado segue como um dos motores econômicos do país, com geração de emprego, renda e migração interna. Esse movimento sustenta a demanda por imóveis e reforça o papel do setor imobiliário como ferramenta de preservação e construção de patrimônio”, conclui.

Fonte


Publicado

em

por

Tags: