
A suplementação nutricional tem papel decisivo na eficiência da pecuária de corte e no resultado econômico das propriedades. Com planejamento adequado, é possível elevar o rendimento de carcaça, melhorar o acabamento e antecipar o abate, fatores que impactam diretamente a rentabilidade do produtor.
O Brasil está entre os maiores produtores de carne bovina do mundo. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento, a produção deve alcançar 10,4 milhões de toneladas em 2025. Em novembro, os embarques somaram 356 mil toneladas, alta de 36,5% sobre o mesmo mês de 2024, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, compilados pela Abiec.
Esse desempenho está ligado à nutrição adequada, ao controle sanitário, ao melhoramento genético e à gestão profissional das fazendas. Pesquisa da Embrapa aponta que a suplementação na recria, associada à engorda intensiva, contribui para antecipar o peso de abate e elevar a produtividade.
O zootecnista Victor Fonseca, da MCassab Nutrição Animal, destaca que o ganho de peso diário em carcaça é o indicador mais alinhado à remuneração do pecuarista, já que o pagamento considera o peso da carcaça e não o peso vivo total. Ele observa ainda que níveis maiores de suplementação reduzem o conteúdo ruminal, o que pode alterar a relação entre ganho de peso vivo e rendimento final.
Estudos também mostram que a suplementação pode reduzir o consumo de forragem, efeito que, dependendo da estratégia da fazenda, pode favorecer o desempenho por animal ou por área. “Suplementar é aumentar a eficiência da operação, aumentar a produção de carcaça, mudar a composição do ganho, como também melhorar o acabamento”, ressalta o coordenador técnico de bovinos de corte da MCassab.

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