
A presença de condições de El Niño costeiro já foi identificada e deve se intensificar ao longo de 2026, alterando o padrão climático no país, segundo informações do Meteored.
De acordo com a empresa, no último mês o Oceano Pacífico Equatorial vem aquecendo de forma consistente, o que é considerado “um indício claro da chegada de um El Niño no ano de 2026, após uma controversa La Niña ao longo do ano de 2025”. A revisão de classificações anteriores gerou debate na comunidade científica, já que, conforme apontado, houve “reclassificação de casos de La Niña que não produziram os padrões climáticos do fenômeno no Brasil”.
Neste momento, a NOAA prevê neutralidade nos próximos meses, seguida de intensificação das condições de El Niño, especialmente a partir do trimestre julho-agosto-setembro de 2026. Apesar de as regiões Niño 4 e Niño 3 registrarem -0,1°C e -0,4°C, respectivamente, a região costeira Niño 1+2 já atingiu +0,5°C, valor necessário para a classificação do fenômeno. Segundo o Meteored, “já existe a presença de um El Niño costeiro, próximo à costa do Peru e do Equador”.
O aquecimento também envolve correntes marítimas como a Corrente de Humboldt, associada à costa do Peru, e correntes do Pacífico Norte, como a corrente do Panamá. Conforme a análise, “já há, portanto, certeza da presença de um El Niño em ao menos uma das regiões mais importantes do fenômeno”, e esse aquecimento já provoca chuvas intensas no Peru e no Equador, impacto considerado característico do evento na América do Sul.
Modelos de previsão indicam que, no trimestre abril-maio-junho, as condições de El Niño deverão estar configuradas no Pacífico Equatorial. As projeções apontam aquecimento persistente ao longo de 2026, com efeitos previstos para o inverno de 2026, o verão 2026/2027 e parte do primeiro semestre de 2027.
Segundo as projeções atuais, o fenômeno pode atingir alta intensidade e provocar impactos no clima brasileiro.
- Região Sul: Chuvas intensas e aumento das temperaturas médias;
- Região Sudeste: Aumento das temperaturas médias e ondas de calor;
- Região Centro-Oeste: Sem efeitos muito pronunciados, mas chuvas e temperaturas podem ficar acima da média no Mato Grosso do Sul.
- Região Nordeste: Diminuição brusca das chuvas e secas severas, especialmente no verão.
- Região Norte: Diminuição das chuvas, secas severas, aumento pronunciado de incêndios florestais.
A análise aponta que o padrão chuvoso pode favorecer setores como agronegócio e energia nas regiões Sul e Sudeste, enquanto Norte e Nordeste podem enfrentar períodos de seca entre 2026 e 2027. Além disso, o El Niño tende a elevar as temperaturas em diversas áreas do país, com possibilidade de ondas de calor e recordes de máximas entre 2026 e 2027.

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