Projeto amplia licença-paternidade para 20 dias até 2029 e segue para sanção

O projeto que amplia gradualmente a licença-paternidade, passando dos atuais cinco dias para 20 dias a partir de 2029, foi aprovado pelo Senado Federal nesta quarta-feira (4). A partir de agora, o texto segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Mão de um bebê. (Foto: Unsplash)
Mão de um bebê. (Foto: Unsplash)

Conforme o texto, o benefício será concedido para os pais, nas situações de nascimento, adoção ou ganho do processo de guarda do filho, e garante remuneração integral, estabilidade no emprego e novas regras para adoção e famílias em situação de vulnerabilidade.

De acordo com o PL 5.811/2025, a licença-paternidade e o salário-paternidade, considerados isoladamente, terão a duração total de:

  • 10 dias, a partir de 1º de janeiro de 2027;
  • 15 dias, a partir de 1º de janeiro de 2028;
  • 20 dias, a partir de 1º de janeiro de 2029.

A proposta é de autoria da ex-senadora Patrícia Saboya, o texto foi relatado pela senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA).

Licença-paternidade

A licença-paternidade será concedida ao empregado, sem prejuízo do emprego e do salário, em razão de nascimento de filho, de adoção ou de guarda judicial para fins de adoção de criança ou de adolescente.

No entanto, o benefício será suspenso, cessado ou indeferido quando houver elementos concretos que indiquem a prática, pelo pai, de violência doméstica ou familiar ou de abandono material em relação à criança ou ao adolescente sob sua responsabilidade.

Salário-paternidade

Conforme o projeto, cabe à empresa pagar o salário-paternidade devido ao respectivo empregado, podendo obter reembolso, observado o limite máximo dos benefícios pagos pelo Regime Geral de Previdência Social (RGPS).

Além disso, microempresas e pequenas empresas poderão receber reembolso do salário-paternidade pago aos empregados que lhes prestem serviço.

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