Diretor-presidente da Fundação Municipal de Esportes (Funesp) de Campo Grande, o médico Sandro Trindade Benites deixou o cargo após ser acusado de praticar violência doméstica. A decisão foi publicada no Diogrande desta segunda-feira (9).

O caso ganhou repercussão após a vítima solicitar medidas protetivas de urgência, alegando ser vítima de violência psicológica em contexto de relação doméstica. O registro do caso foi realizado na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), no sábado (7).
Diante da situação, o juiz José Henrique Neiva de Carvalho e Silva, plantonista da 1ª região de Campo Grande, atendeu o pedido e impôs que Sandro não se aproxime da vítima, nem dos familiares dela e de testemunhas, mantendo distância mínima de 500 metros.
Além disso, o ex-diretor da Funesp não pode manter qualquer tipo de contato com a mulher. Em caso de descumprimento, Sandro poderá ser preso e encaminhado a um presídio da cidade.
Por meio de nota, a prefeitura de Campo Grande informou que Sandro Benites solicitou desligamento do cargo nesta segunda-feira (9), para que “possa dedicar-se a esclarecer fatos de caráter pessoal”. A reportagem entrou em contato com o ex-diretor, mas não houve retorno até a publicação desta matéria.
Sandro Benites é médico e já atuou como vereador e secretário municipal da saúde de Campo Grande. Ele estava no cargo como diretor-presidente desde a reeleição da prefeita da capital, Adriane Lopes (PP).
Novo diretor-presidente
Em edição extra do Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande), a prefeita da capital nomeou Maicon Luiz Mommad como diretor-presidente da Funesp. O servidor passa a ocupar o cargo a partir desta segunda-feira (9).
Outro caso
Na semana passada, o secretário da Juventude de Campo Grande, Paulo Lands, também pediu afastamento do cargo após ser acusado de assédio por um servidor.
De acordo com o boletim, a vítima afirmou que manteve relação estritamente profissional com o superior. No entanto, em julho de 2025, após aceitar carona oferecida por ele, teria sofrido toques íntimos dentro do veículo, sem consentimento.
Ainda segundo o relato, após o episódio, o superior passou a enviar mensagens com conteúdo de conotação sexual e a insistir em um relacionamento, mesmo diante da negativa da vítima. No ambiente de trabalho, também teriam ocorrido toques indesejados, abraços forçados e comentários de teor sexual.
O boletim descreve ainda que, em dezembro de 2025, durante confraternização da empresa, houve consumo de bebida alcoólica. A vítima relata que ingeriu grande quantidade de álcool e ficou em estado de vulnerabilidade. Ao final do evento, o superior ofereceu carona, mas a levou para sua residência. No local, segundo o registro, teria ocorrido ato sexual sem consentimento. A vítima afirma que estava embriagada e não se recorda de todos os detalhes, reiterando que não consentiu com a situação.
Posteriormente, o servidor foi desligado do cargo sob alegação de insubordinação e mau desempenho, fato que também consta no boletim. Diante dos acontecimentos, decidiu procurar a polícia para formalizar a denúncia.
A decisão do afastamento ocorreu no dia 3 de março e segue sob investigação policial.