Cidinho fala em “imposto da guerra” e aponta impacto do Oriente Médio no agro de MT

O ex-senador Cidinho Santos (PP) afirmou que o conflito no Oriente Médio já produz efeitos diretos sobre o agronegócio brasileiro e tende a impactar a economia de Mato Grosso. Em artigo, ele classificou o cenário como um “imposto da guerra”, com reflexos nos custos de produção, logística e preços ao consumidor.

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Segundo Cidinho, o primeiro impacto ocorre no mercado de fertilizantes, com aumento superior a 30% no preço da ureia no mercado internacional. O movimento coincide com o início da formação da safra 2026/27, período em que produtores ainda apresentam baixa contratação de insumos.
De acordo com o ex-senador, a elevação dos custos atinge diretamente culturas como milho e soja. No caso da soja, ele aponta dependência de fertilizantes importados de regiões afetadas pelo conflito, o que amplia o risco de encarecimento e atraso no fornecimento.
O impacto também se estende à cadeia produtiva fora do campo. Com a alta do diesel, o frete já registra aumento, enquanto insumos ligados ao petróleo, como embalagens, também pressionam os custos. “O efeito não para no campo. Ele avança para a indústria e chega ao consumidor”, escreveu.
Cidinho destacou ainda problemas logísticos relacionados ao Estreito de Ormuz, apontado como ponto crítico para o comércio internacional. Segundo ele, a instabilidade na região eleva o custo do transporte, seguros e pode gerar cobranças adicionais, como taxas associadas ao risco de guerra.
No setor de proteína animal, o ex-senador afirmou que há risco para exportações brasileiras, especialmente de carne halal destinada a países do Oriente Médio. Ele citou que o Brasil embarca cerca de 100 mil toneladas mensais de frango para mercados como Emirados Árabes Unidos, Omã e Iêmen, que podem ser afetados pela instabilidade.
Para Cidinho, o cenário pode resultar em perda de competitividade, redução de volume exportado e ajustes na produção. Ele avalia que os custos adicionais tendem a ser repassados ao consumidor final, com impacto sobre preços de alimentos como frango, ovos e carne suína.
No artigo, o ex-senador também defende a necessidade de reduzir a dependência externa de insumos e fortalecer a logística nacional. Segundo ele, Mato Grosso ocupa posição central nesse debate, por liderar a produção agrícola no país.
Cidinho se afastou recentemente da presidência do Conselho de Administração da Nova Rota do Oeste e é cotado para eventual suplência ao Senado em uma chapa ligada ao governador Mauro Mendes (União).

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