
O mercado da soja apresentou comportamento misto neste início de abril, refletindo ajustes técnicos e fatores logísticos que seguem influenciando a formação de preços no Brasil e no exterior. Segundo a TF Agroeconômica , os contratos em Chicago fecharam em leve baixa, pressionados pela realização de lucros e pela queda expressiva do óleo de soja, que recuou mais de 2% no dia.
Na Bolsa de Chicago, os principais vencimentos da oleaginosa encerraram com perdas moderadas, enquanto o farelo registrou valorização. O movimento foi interpretado como devolução parcial dos ganhos recentes, sem mudança estrutural na tendência, mas com destaque negativo para o desempenho do óleo.
No mercado brasileiro, o cenário foi marcado por estabilidade e travamento nas negociações em diversas regiões. No Rio Grande do Sul, o porto de Rio Grande manteve a cotação em R$ 131,00, sustentado pelos prêmios de exportação, mesmo diante da pressão externa. A limitação da oferta, causada pela quebra de produtividade, ajuda a dar suporte aos preços, embora o alto custo do frete reduza a fluidez dos negócios.
Em Santa Catarina, o porto de São Francisco do Sul se destacou com cotação em R$ 132,00, sustentada pela demanda contínua da agroindústria de proteína animal, que garante maior liquidez frente a outras praças do Sul.
No Paraná, a estabilidade foi generalizada, refletindo a paralisação do mercado físico diante do custo elevado do diesel. A alta do combustível tem impactado diretamente o frete, ampliando a diferença entre preços do interior e dos portos e desestimulando novas negociações.
No Centro-Oeste, o comportamento foi heterogêneo. Mato Grosso do Sul apresentou variações pontuais entre as praças, enquanto Mato Grosso registrou divisão entre regiões, com quedas em áreas mais próximas aos corredores logísticos tradicionais e leves altas em regiões com maior disputa por origação.
O começo de abril revela um mercado ainda indefinido, com ausência de tendência clara e negociações lentas. Diante dos custos logísticos elevados e da falta de estímulos mais firmes nos preços, produtores seguem cautelosos e evitam avançar nas vendas.

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