Com novo Plano Florestal, Cidinho Santos ressalta: “MT transforma recurso desperdiçado em solução industrial estruturada”

Mato Grosso tomou a dianteira na agenda ambiental e energética ao se tornar o primeiro estado do país a regulamentar e certificar o uso de biomassa oriunda de madeira nativa. O decreto que institui o Plano de Desenvolvimento Florestal e Biomassa 2025–2040 foi assinado na última segunda-feira (30), no Palácio Paiaguás, em Cuiabá.

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O documento, elaborado em conjunto pelas secretarias de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e de Meio Ambiente (Sema), estabelece um marco regulatório para o setor. O plano define regras de rastreabilidade, legalidade e uso eficiente da biomassa florestal, hoje tratada como insumo estratégico para a indústria e peça-chave para a transição energética.

Na prática, a nova norma reorganiza toda a cadeia florestal, desde a produção até o consumo industrial. A medida transforma resíduos de supressão vegetal – que anteriormente eram descartados ou queimados — em fonte de energia com valor econômico. Além disso, a proposta busca oferecer segurança jurídica e padronização, criando um ambiente previsível para novos investimentos.
Metas e Sustentabilidade
O plano é estruturado em três frentes principais: expansão de florestas plantadas, fortalecimento do manejo sustentável e desenvolvimento da cadeia produtiva de madeira e biomassa. Entre as metas estabelecidas até 2040, o Estado prevê:

  • Ampliação da área de florestas plantadas para até 700 mil hectares;
  • Expansão de áreas sob manejo sustentável para 6,5 milhões de hectares.

Outro eixo relevante é o incentivo à mudança gradual no perfil da biomassa utilizada pela indústria. Mato Grosso prevê reduzir progressivamente a dependência de matéria-prima vinda de supressão vegetal autorizada, estimulando o uso de florestas plantadas e resíduos industriais.
Competitividade Global
Atualmente, a biomassa florestal já desempenha papel central na matriz energética estadual, especialmente na agroindústria e na siderurgia. Com a regulamentação, o Estado organiza esse mercado e amplia sua competitividade em um cenário global orientado por critérios ambientais rigorosos.
Para o CEO da MC Empreendimentos e Participações, Cidinho Santos, a medida consolida um novo momento para o setor. “O que Mato Grosso está fazendo é sair na frente ao transformar um recurso que muitas vezes era desperdiçado em uma solução energética e industrial estruturada. Com regras claras e segurança jurídica, o Estado cria um ambiente favorável para investimentos e fortalece toda a cadeia produtiva da biomassa”, afirmou.

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