Delegações dos Estados Unidos e do Irã se reúnem nesta sexta-feira (10), em Islamabad, capital do Paquistão, para negociar o fim definitivo da guerra entre os dois países. O encontro ocorre após o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas, que também envolve Israel e prevê a abertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio internacional de petróleo.

A reunião foi anunciada pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que atua como mediador do conflito. Segundo ele, as delegações foram convidadas a dar continuidade às negociações com o objetivo de chegar a um acordo permanente da guerra.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, confirmou a participação do país nas negociações nesta quarta-feira (8). A delegação será liderada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, mas o restante do grupo ainda não foi definido.
Os EUA não divulgaram oficialmente quem participará da delegação. Antes, o governo norte-americano havia indicado a participação do vice-presidente James David Vance, do enviado especial Steve Witkoff e de Jared Kushner, genro de Trump. A presença dos três na nova rodada de negociações é considerada provável.
O país norte-americano propôs negociações com base em um plano de 15 pontos, e aceitaram a proposta iraniana de 10 pontos como base para o diálogo.
Segundo a agência estatal Mehr, os pontos apresentados por Teerã incluem, entre outros itens, a retirada de forças de combate dos EUA da região, o fim das sanções contra o Irã e a cessação da guerra em todas as frentes.
Movimentação no Estreito de Ormuz
Poucas horas após o início do cessar-fogo entre EUA e Irã, a movimentação de navios no Estreito de Ormuz voltou a crescer. Na manhã desta quarta-feira (8), sites de monitoramento do transporte marítimo registraram a circulação de dezenas de embarcações pela região.

De acordo com o presidente dos EUA, Donald Trump, e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, o acordo de não agressão terá validade de duas semanas. Durante esse período, o Estreito de Ormuz deve permanecer aberto à navegação.
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que Teerã suspenderá ações defensivas se os ataques contra o país forem interrompidos. Ele acrescentou que a passagem pelo Estreito de Ormuz será segura durante o período de trégua, desde que haja coordenação com as Forças Armadas do Irã e respeito a limitações técnicas.