DA REDAÇÃO
O Tribunal do Júri condenou, nesta quinta-feira (23), o advogado Aroldo Fernandes da Luz a 9 anos e 4 meses de prisão por tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil contra sua então namorada, Carla Santos Queiroz. O crime ocorreu em 2005, em um hotel fazenda em Cuiabá.
O julgamento foi presidido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, da 1° Vara Criminal de Cuiabá, que determinou o cumprimento da pena, inicialmente em regime fechado, no Complexo Penitenciário Ahmenon, em Várzea Grande.
Durante o julgamento, os jurados reconheceram a autoria e a materialidade do crime que ocorreu há 21 anos.
Segundo os autos, o crime ocorreu após uma festa de casamento no Hotel Fazenda Mato Grosso, depois que a vítima manifestou o desejo de deixar o local.
Aroldo, então, agrediu a companheira com chutes e socos, além de arrastá-la pelo espaço. Acreditando tê-la matado, o advogado abandonou a namorada ensanguentada em via pública, no bairro Boa Esperança.
Após ser encontrada por populares, a mulher foi encaminhada a uma unidade de saúde, onde passou por duas cirurgias plásticas para correção de lesões deformantes na face. Ela ficou com cicatriz alargada na região frontal e uma sequela permanente, que é a paralisia parcial da pálpebra esquerda, além de trauma psicológico.
“A violência extrema, o abandono da vítima, a destruição de provas e a dissimulação perante a família evidenciam não um momento de descontrole, mas um padrão de comportamento frio, metódico e deliberado, que revela elevado grau de periculosidade e torna a reprovabilidade da conduta especialmente intensa”, afirmou a juíza.
Diante do caso, a magistrada destacou a “culpabilidade acentuada” e a “frieza calculada” do advogado, afirmando que “a brutalidade dos golpes e a continuidade das agressões contra quem já estava prostrada e indefesa revelam uma violência deliberada, prolongada e implacável”.
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