DA REDAÇÃO
A juíza Helícia Vitti Lourenço, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, afastou a hipótese de tentativa de homicídio envolvendo o empresário José Clóvis Pezzin de Almeida na confusão que terminou com o deck do restaurante Haru Cozinha Oriental, no bairro Popular, destruído e uma mulher atropelada.
O episódio ocorreu no dia 24 de maio de 2025 e teve início após uma briga generalizada dentro do estabelecimento.
A magistrada acolheu manifestação do Ministério Público Estadual (MPE), que apontou não haver indícios de crime doloso contra a vida — ou seja, sem intenção de matar. Com isso, o caso será encaminhado ao Núcleo de Justiça 4.0 – Juiz das Garantias, responsável por dar continuidade às investigações de crimes menos graves.
No inquérito, o investigado afirmou que estava no local com a família quando começou uma confusão no banheiro, com empurrões e agressões. Segundo ele, o dono do restaurante pediu que o grupo deixasse o local, mas, ao sair, teria sido novamente agredido por frequentadores.
Ele relatou ainda que, ao tentar fugir, entrou no carro e, durante a manobra, acabou atropelando acidentalmente a própria tia, que teria sido agredida ao tentar defendê-lo.
“Afirmou ter agido em pânico, negou ter usado drogas e disse ter consumido apenas uma taça de champanhe. Relatou diversas lesões causadas pelas agressões, confirmadas por vídeo, e solicitou exame de corpo de delito”, diz trecho do inquérito.
Ao analisar o caso, a magistrada destacou que as imagens e os depoimentos não indicam intenção de matar. Para ela, o episódio configura uma confusão generalizada, com agressões mútuas e lesões corporais entre os envolvidos.
“Pelas imagens e depoimentos acostados aos autos, não se verifica elementos que permitam conclusão diversa, qual seja, a existência de animus necandi na conduta do investigado, mas a ocorrência de uma confusão generalizada, supostamente provocada pelo investigado, com lesões corporais recíprocas entre diversos indivíduos e lesão corporal em terceiros”, afirmou.
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