​Presidente da Fiemt defende incentivos fiscais e diz que Mato Grosso precisa criar novas políticas para manter crescimento industrial

O presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso, Silvio Rangel, afirmou que os incentivos fiscais foram fundamentais para o avanço da industrialização em Mato Grosso e defendeu a criação de novas políticas públicas para manter o crescimento do setor após o fim dos benefícios previstos na reforma tributária.

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Durante entrevista, Rangel destacou que Mato Grosso vem registrando crescimento industrial mesmo diante do cenário internacional de instabilidade econômica provocado por conflitos e guerras. Segundo ele, os incentivos concedidos pelo governo estadual tiveram papel decisivo nesse avanço.
 
“Se Mato Grosso não tivesse um programa tão eficaz de incentivos fiscais, a gente não conseguiria avançar na industrialização”, afirmou.
 
O presidente da Fiemt citou como exemplo o desempenho do estado na produção de biocombustíveis e proteínas. “Hoje nós somos o segundo maior produtor de etanol, o segundo maior produtor de biodiesel, entre outros produtos, como carne também”, declarou.
 
Segundo Rangel, o fortalecimento da agroindústria e da industrialização permite que Mato Grosso agregue valor à produção local em vez de exportar matéria-prima sem processamento. “É muito melhor que a gente possa agregar valor ao invés de estar levando nossos produtos in natura para outros países e outros estados”, disse.
 
Ele também ressaltou o impacto da indústria na geração de emprego e renda no interior do estado. De acordo com o presidente da entidade, atualmente 139 dos 142 municípios mato-grossenses possuem atividade industrial.
 
“Isso faz com que o nosso estado gere mais emprego, gere mais renda em diversas regiões”, afirmou.
 
Ao comentar os impactos da reforma tributária, Rangel lembrou que os incentivos fiscais têm prazo para acabar e devem ser encerrados até 2032. Apesar disso, ele avalia que Mato Grosso poderá criar novos mecanismos para continuar atraindo indústrias.
 
Segundo ele, Mato Grosso deverá receber recursos federais de compensação previstos na reforma tributária, o que poderá permitir a criação de novos programas de estímulo econômico.
 
“O estado vai poder fazer, com esse recurso que vem do Governo Federal, algum tipo de incentivo para que a gente possa manter emprego, renda e atração de novas indústrias”, concluiu.

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