O primeiro eclipse de agosto já passou, mas, para a astrologia, os efeitos atribuídos ao fenômeno estão longe de terminar. Segundo a astróloga de Cuiabá, Ana Cláudia Barros, a energia de um eclipse pode continuar reverberando por cerca de seis meses, período marcado, na interpretação astrológica, por mudanças, encerramentos e necessidade de rever caminhos.
Agosto de 2026 terá dois eclipses. O primeiro foi um eclipse solar total, que ocorreu nessa quarta-feira (12). O fenômeno não pôde ser visto do Brasil, mas foi observado em uma faixa que passou pela Groenlândia, Islândia, norte da Rússia, Espanha e uma pequena região de Portugal.
O segundo está previsto para a madrugada de 27 para 28 de agosto. Desta vez, será um eclipse lunar parcial e poderá ser visto em todo o Brasil, desde que as condições do tempo permitam.

Mas, além do fenômeno astronômico, os eclipses também carregam diferentes significados para a astrologia. E, segundo Ana Cláudia, não é preciso estar em um lugar onde o eclipse seja visível para, dentro dessa interpretação, vivenciar o período associado a ele.
“A gente sente essa energia por pelo menos seis meses, que é o tempo de reverberação. Então, aconteceu um eclipse agora, quarta-feira, 12 de agosto, não é que tudo o que tem para acontecer na nossa vida acontece nesse dia”, explica.
Segundo ela, esse processo começaria até mesmo antes da data exata do fenômeno e seguiria pelos meses posteriores.
“A energia vai reverberando aos poucos e ela já vinha reverberando mesmo antes de chegar esse dia 12”, afirma.

Estamos “entre eclipses”
Até o fim do mês, a astrologia considera que estamos em um período “entre eclipses”. Isso porque os dois fenômenos acontecem com poucas semanas de diferença: o primeiro no dia 12 e o segundo no dia 28.
Ana Cláudia explica que, na astrologia, eclipses são associados principalmente a momentos de virada e situações que exigem mudança de direção.
“Eclipses trazem realinhamento de rota, recalcular de rota”, resume a astróloga.
Essa mudança, segundo ela, nem sempre acontece de forma planejada. Pode surgir por meio de uma notícia inesperada, pelo encerramento de uma situação ou por circunstâncias que fogem do controle e obrigam a pessoa a olhar novamente para escolhas que pareciam definidas.
“Normalmente acontece por notícias inesperadas, aquilo que foge do nosso controle. Sabe aquilo que a gente planejou dentro de um escrito e, de repente, tudo vira, tudo muda?”, explica.
Eclipse em Leão traz reflexão sobre protagonismo
Dentro da leitura astrológica, o eclipse do dia 12 aconteceu sob a energia de Leão, associada à criatividade, autenticidade, coragem e protagonismo.
Para Ana Cláudia, o período pode provocar uma reflexão sobre situações em que uma pessoa deixou de ocupar seu próprio espaço ou passou a viver excessivamente em função da aprovação dos outros.
“Aonde eu estou me escondendo? Aonde eu estou me invisibilizando? Aonde eu me escondo atrás do outro? Aonde eu crio e deixo o outro assinar no meu lugar?”, questiona.

Na interpretação da astróloga, o eclipse também chama atenção para a necessidade de reconhecer habilidades e colocá-las em prática, sem que isso signifique buscar aprovação ou aplausos.
Ela relaciona ainda a energia de Leão à diversão, aos hobbies e à chamada “criança interior”. Isso pode significar revisitar atividades, sonhos ou talentos abandonados ao longo dos anos.
“A gente precisa pagar os boletos, a gente veio trabalhar, servir, construir, mas a gente também veio se divertir. E a nossa criança interior pode estar querendo se divertir”, diz.
Segundo Ana Cláudia, justamente nessa versão mais espontânea de nós mesmos podem estar interesses e habilidades que acabaram ficando escondidos pela rotina adulta.
Dia 28 traz emoções à flor da pele, segundo astrologia
O próximo eclipse terá outra leitura. Na madrugada do dia 28, o eclipse lunar estará relacionado, astrologicamente, à energia de Peixes.
Se Leão traz uma discussão sobre protagonismo e autenticidade, Peixes, segundo Ana Cláudia, coloca no centro questões como emoções, fé, confiança, idealizações e a dificuldade de aceitar aquilo que não pode ser controlado.
A astróloga destaca que, por acontecer durante a Lua Cheia, o período pode ser interpretado como uma fase de maior intensidade emocional.
“Lua cheia já são emoções à flor da pele. Com um eclipse transbordando é mais ainda”, afirma.
Nesse contexto, uma das perguntas sugeridas por ela é bastante direta: o que estamos empurrando há algum tempo sem resolver?
“Tem um quê de ‘o que eu não aguento mais?’, ‘o que eu estou empurrando sem resolver?’”, diz Ana Cláudia.
A interpretação é de que assuntos adiados, situações mantidas por idealização ou uma busca excessiva pelo momento “perfeito” para tomar uma decisão podem ganhar mais espaço nesse período.

Hora de olhar para a rotina
Outro ponto destacado pela astróloga é a relação entre Peixes e Virgem, signos que, na astrologia, formam um eixo complementar. Enquanto Peixes estaria ligado aos sonhos, à confiança e à espiritualidade, Virgem representa a rotina e as ações práticas.
Por isso, Ana Cláudia sugere que o período também seja utilizado para observar como estão os hábitos construídos ao longo dos últimos anos: descanso, atividades físicas, organização da rotina e cuidados com o bem-estar.
“Eu ponho meu pé no chão e faço o meu básico bem feito. Eu faço com devoção aquilo que me compete. Eu arregaço as mangas, eu não estou no sofá esperando o milagre acontecer”, explica.
Ela também propõe uma reflexão sobre sonhos que acabaram sendo abandonados no meio da correria.
“Será que você vive numa rigidez tão grande, num perfeccionismo tão grande, num controle tão grande, numa labuta tão grande que você nem sabe mais sonhar?”, questiona.
Para Ana Cláudia, a combinação dessas duas energias pode ser resumida em sonhar, mas também agir para transformar esses desejos em algo concreto.
“Peixes sonha, Virgem vem e realiza”, resume.
E depois do dia 28?
O segundo eclipse encerra o período entre os dois fenômenos de agosto, mas, segundo a interpretação astrológica apresentada por Ana Cláudia, isso não significa que todas essas questões desaparecem no dia seguinte.
A astróloga reforça que a energia atribuída aos eclipses pode ressoar por cerca de seis meses. Por isso, mudanças iniciadas agora, decisões que parecem ganhar força ou situações inesperadas que surgirem neste período podem continuar se desenvolvendo ao longo dos próximos meses.
Para ela, mais do que esperar que algo simplesmente aconteça por causa de um eclipse, a proposta é usar o período como um convite à observação.
“É um momento de passar a régua nesses eclipses que rolaram nos dois últimos anos, no sentido de decidir por mudanças práticas de rotina, decidir encontrar caminhos saudáveis, hábitos saudáveis”, afirma.
