DA REDAÇÃO
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), descartou, neste momento, uma mudança no comando estadual do PL e defendeu a permanência de Ananias Filho à frente da sigla. Para ele, há “necessidade zero” de abrir a discussão após o resultado das eleições de domingo (4).
Eu não defendo a troca do Ananias, muito pelo contrário, defendo sua permanência como presidente do partido
Ananias enfrentou desgaste interno durante a campanha, sobretudo pela aliança com o MDB e pelos atritos com prefeitos do partido que deixaram de apoiar Wellington Fagundes (PL) ao Governo. Wellington acabou derrotado por Otaviano Pivetta (Republicanos), enquanto José Medeiros (PL) conquistou uma das vagas ao Senado.
Com a derrota na disputa pelo Palácio Paiaguás, a permanência de Ananias passou a ser questionada por integrantes da legenda. Abilio, porém, afirmou que o desempenho do PL nas eleições proporcionais pesa a favor da atual direção.
“Eu não defendo a troca do Ananias, muito pelo contrário, defendo sua permanência como presidente do partido e acho que ele tem que continuar. Ele vai fazer o seu trabalho, vai fazer a sua reavaliação sobre as composições”, disse o prefeito à imprensa.
“Eu acho que tem necessidade zero de fazer essa discussão [no momento]. Partido é feito de momentos, teve um momento nesse processo eleitoral, vai aprender o que houve nesse processo, mas o partido teve um sucesso gigantesco, elegemos três deputados federais, quem falava que elegeria dois? E fez quatro deputados estaduais”, afirmou. A defesa de Abilio e os números citados por ele também foram registrados em entrevista após o pleito.
Ananias é secretário de Governo na gestão de Abilio e retornou ao cargo na segunda-feira (5), após se afastar durante o período eleitoral.
Aliança com MDB
Abilio também afirmou que Ananias era contrário à aliança com o MDB na coligação encabeçada por Wellington, mas seguiu uma decisão tomada pelo candidato e pela direção nacional do PL, presidida por Valdemar Costa Neto.
“Eu lembro que o Ananias era contrário à coligação com o MDB por muitas vezes ele se posicionou contra isso. Infelizmente, houve um erro estratégico de algumas pessoas dentro do partido e ele, como presidente, uma vez que é tomada a decisão, não se discute e segue adiante”, disse.
O próprio Ananias afirmou, após a eleição, que era contrário à composição e reconheceu que a aliança com o MDB não produziu o resultado esperado na disputa pelo Governo.
A posição de Abilio contrasta com a do empresário Odílio Balbinotti (PL), primeiro suplente do senador eleito José Medeiros. Ele admitiu a possibilidade de uma reorganização partidária após o encerramento das eleições.
“Depois das eleições, deve-se ter uma acomodação. Quem foi eleito, naturalmente, vai lá conversar na Nacional e vai se organizar os partidos, o PL é a mesma coisa”, afirmou.
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