DA REDAÇÃO
Derrotado na tentativa de conquistar o quarto mandato, o deputado estadual Eduardo Botelho admitiu que sua votação ficou abaixo do esperado e classificou como “fraco” o desempenho da chapa do MDB nas eleições de domingo (4).
Nós viemos com a ideia de fazermos quatro cadeiras até o final. Apenas na eleição é que não deu certo
Botelho recebeu 37.359 votos e terminou como primeiro suplente do partido. Durante a campanha, segundo ele, a projeção era obter entre 40 mil e 45 mil votos e ajudar a sigla a conquistar quatro cadeiras na Assembleia.
“A chapa foi fraca. E a minha votação também. Eu esperava ter de 40 a 45 mil votos. Na pior das hipóteses, 40 mil votos. Não tivemos nem os 40 mil”, afirmou.
O deputado também rejeitou a avaliação de que tenha cometido um erro político ao deixar o União Brasil e se filiar ao MDB no início deste ano. Caso tivesse permanecido na antiga sigla e repetido a votação do domingo, teria alcançado a segunda maior votação do União, à frente de Sebastião Rezende, eleito com pouco mais de 32 mil votos, e teria conseguido a reeleição.
“Eu não vejo como um erro [a mudança partidária]. O que faltou foram os votos. Faltou voto meu e faltou voto do partido”, disse.
O MDB conquistou três cadeiras, com Dr. João, Léo Bortolin e Thiago Silva. Botelho afirmou que, até a reta final da campanha, o partido trabalhava com a possibilidade de eleger quatro.
“Nós viemos com a ideia de fazermos quatro cadeiras até o final. Apenas na eleição é que não deu certo. A chapa inteira, com exceção dos três primeiros, teve votação baixa”, afirmou.
Segundo Botelho, as projeções do MDB consideravam um desempenho maior de candidatos como Silvano Amaral, Túlio Fontes e Jéssica Riva. Com votações abaixo das estimadas, a chapa não conseguiu atingir o desempenho necessário para ampliar a bancada.
Aposta em Jéssica
Botelho afirmou que Jéssica Riva, irmã da deputada Janaina Riva (MDB) e filha do ex-presidente da Assembleia José Riva, estava entre as apostas do partido para ajudar na conquista da quarta cadeira.
A expectativa, segundo ele, era que Jéssica, Thiago Silva e o próprio Botelho alcançassem votações próximas a 40 mil votos cada.
Jéssica recebeu 25.979 votos e não foi eleita. Thiago obteve 40.856 votos e garantiu uma das três vagas do MDB.
“Ela não teve a votação, eu não tive também, o Silvano não teve, os outros não tiveram. A votação da chapa foi muito pequena por conta disso. Inclusive da Jéssica, que teve uma votação bem abaixo do esperado”, disse.
A derrota representa o segundo revés eleitoral consecutivo de Botelho. Antes, ele havia sido eleito deputado estadual por três mandatos e presidiu a Assembleia Legislativa em quatro oportunidades.
Em 2024, ainda filiado ao União Brasil, disputou a Prefeitura de Cuiabá e terminou em terceiro lugar, ficando fora do segundo turno, disputado por Abilio Brunini (PL) e Lúdio Cabral (PT).
Veja vídeo:
