Cattani confirma PL na briga pela Mesa e busca apoio de aliados

Victor Ostetti/MidiaNews

O deputado estadual reeleito Gilberto Cattani reiterou que não tem como vencer sem composição

O deputado estadual reeleito Gilberto Cattani reiterou que não tem como vencer sem composição

VITÓRIA GOMES

DA REDAÇÃO

O deputado estadual reeleito Gilberto Cattani (PL) afirmou que o partido pretende disputar espaço na próxima Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), mas precisará construir uma maioria com outras bancadas para eleger sua chapa.

 

Nós vamos indicar sim. Agora, tem que ser em consenso e com um grupo que possa vencer

O PL ampliou sua presença na Assembleia nas eleições deste ano e elegeu quatro deputados, empatando com o Republicanos como segunda maior bancada da próxima legislatura. O Podemos, com seis eleitos, terá a maior bancada. Apesar do crescimento, Cattani reconheceu que o PL não tem votos suficientes para, sozinho, definir a composição da Mesa.

 

“Dentro da Assembleia Legislativa não é o povo que vota, são os deputados. Então, nós temos que fazer composição com os demais deputados”, afirmou.

 

“Nós vamos indicar sim. Agora, tem que ser em consenso e com um grupo que possa vencer”, disse.

 

A eleição da Mesa exige maioria absoluta no primeiro escrutínio, o equivalente a 13 dos 24 votos da Assembleia. Se nenhuma chapa alcançar esse número, há um segundo escrutínio, no qual vence a que obtiver a maioria dos votos.

 

Com quatro deputados, o PL precisaria, portanto, conquistar ao menos outros nove votos para atingir a maioria necessária no primeiro escrutínio.

 

Além de Cattani, foram eleitos pelo PL Samantha Iris, Faissal Calil e Alcino Barcelos. A nova bancada coloca o partido em uma posição mais relevante nas negociações para a formação da próxima Mesa.

 

Cattani, no entanto, evitou antecipar quem deverá encabeçar a chapa do PL e afirmou que seu próprio nome não está definido para nenhum cargo.

 

“Nós não conseguimos sozinho. Então, tem que ter uma discussão. Quanto ao nome a ser escolhido, não existe a implicação de eu ser escolhido para nada. Nós temos que sentar, conversar e, como disse, fazer composições para entender isso”, afirmou.

 

A disputa também envolve o atual presidente da Assembleia, Max Russi (Podemos), que já demonstrou interesse em permanecer no comando da Casa na próxima legislatura.

 

Com a maior bancada e a possibilidade de ampliar sua base por meio de alianças, o Podemos parte para a negociação em uma posição de força. Já o PL, apesar de ter ampliado sua representação, precisará construir uma aliança para participar efetivamente da disputa pelo comando da Assembleia.

 

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