Influencer alvo de operação ostenta carrões e viagens ao exterior

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A influenciadora Fernanda Matos, que foi alvo da Operação Aposta Final

A influenciadora Fernanda Matos, que foi alvo da Operação Aposta Final

LIZ BRUNETTO

DA REDAÇÃO

A influenciadora Fernanda Matos, alvo da Operação Aposta Final nesta quarta-feira (14), em Várzea Grande, ostentava nas redes sociais uma rotina marcada por carros de alto padrão, procedimentos estéticos e viagens por destinos turísticos no Brasil e no exterior. 

 

Entre os registros publicados estão a aquisição de uma Toyota Hilux, uma Saveiro rebaixada com sistema de som personalizado e passeios por praias paradisíacas do Caribe, além de uma viagem a Ushuaia, na Argentina, conhecida pelas paisagens de neve e montanhas.

 

A operação investiga a exploração e a divulgação de jogos de azar e possíveis práticas de lavagem de dinheiro. Uma das empresas divulgadas por ela movimentou mais de R$ 102,4 milhões em apenas três meses, entre maio e julho de 2026. O marido da influenciadora, Diego Matos, também é investigado.

 

Em uma das publicações, Fernanda comemorou a aquisição de uma caminhonete Toyota Hilux. “Minha BB chegou. Nova integrante da família: bruta, linda e minha!”, escreveu ao mostrar o veículo. 

 

Em outros registros, ela aparece com uma Volkswagen Saveiro roxa, rebaixada e equipada com um sistema de som: “projeto infinito”, disse. 

 

A influenciadora também compartilhava momentos de lazer em festas e eventos, incluindo o show Deboxe Imperium e o 17º Encontro de Cowboys da Fazenda Precisão, em que apareceu como rainha de rodeio. 

 

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Fernanda Matos e Diego Matos

O marido da influenciadora, Diego Matos, também é investigado

Em outra publicação, mostrou a carroceria de uma Hilux cheia de gelo e cervejas da marca Heineken.

 

Destinos nacionais e internacionais

 

O perfil de Fernanda reunia registros de viagens por diferentes regiões do Brasil, com destaque para destinos de praia e locais turísticos. Entre eles estão Ilhabela, Maresias e Toque-Toque Pequeno, em São Paulo; além de Copacabana, no Rio de Janeiro, e pontos turísticos de Salvador, como o Pelourinho.

 

Na Bahia, ela também compartilhou imagens de Caraíva, Trancoso e Coroa Vermelha. “Registrando – Momento familiar. Não tem preço”, disse ela em uma das publicações. 

 

Em Mato Grosso, os registros incluem passeios pela Chapada dos Guimarães e por Nobres.

 

Entre os destinos internacionais estão Ushuaia, no extremo sul da Argentina, Punta Cana e Isla Saona, na República Dominicana, além de Cancún e da região de Cobá, no México. 

 

Ela também publicou registros de San Andrés, na Colômbia, outro destino turístico conhecido pelas praias caribenhas.

 

Investigação milionária

 

A rotina de viagens e a aquisição de bens de alto valor passaram a integrar o contexto patrimonial analisado pela Polícia Civil. Segundo as investigações, os agentes identificaram veículos de alto valor, um imóvel residencial e despesas com viagens internacionais que seriam incompatíveis com os rendimentos lícitos declarados pelos investigados.

 

A operação cumpriu 19 ordens judiciais, incluindo mandados de busca e apreensão, bloqueio de ativos financeiros até o limite de R$ 102,4 milhões, suspensão cautelar das atividades econômicas e financeiras de duas empresas e medidas para interromper a divulgação de apostas nas redes sociais.

 

A investigação teve início após uma denúncia recebida em agosto de 2026, que apontava a possível atuação de uma facção criminosa na divulgação de plataformas de jogos on-line e em práticas de lavagem de dinheiro.

 

Durante os levantamentos, os policiais identificaram publicações de Fernanda com links que direcionavam seguidores a uma plataforma de apostas. Os pagamentos via Pix eram destinados a duas empresas que, segundo a investigação, não constavam na lista oficial de autorizadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.

 

Uma dessas empresas movimentou mais de R$ 102,4 milhões entre 14 de maio e 12 de julho de 2026, considerando créditos e débitos no período. A Polícia Civil apura se as empresas eram utilizadas para receber recursos provenientes das apostas e busca identificar os responsáveis pelas transações.

 

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