DA REDAÇÃO
O presidente estadual do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, afirmou que vê com tranquilidade as discussões de membros da sigla sobre uma possível troca de comando na direção após o resultado das eleições.
Eles têm que discutir e ter tranquilidade em reivindicar o que desejarem. Não tenho nenhuma dificuldade de ouvir isso
A declaração ocorre em meio a movimentações internas após alguns filiados, como o empresário Odilio Balbinotti e o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, indicarem a necessidade de mudanças na condução partidária.
Durante o pleito, Ananias fez ameaças a diversos prefeitos que decidiram apoiar a reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), em vez da candidatura de Wellington Fagundes (PL), que saiu derrotado nas urnas.
Ananias disse que não vê a discussão sobre sua saída com incômodo.
“Não tenho nenhuma preocupação, tenho tranquilidade. Eles [lideranças insatisfeitas], que acham que teve alguma coisa de desconforto. Eles têm que discutir e ter tranquilidade em reivindicar o que desejarem. Não tenho nenhuma dificuldade de ouvir isso”, afirmou ao MidiaNews.
Sobre recentes agendas na capital federal, em que esteve reunido com o presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, Ananias negou que a motivação tenha sido garantir sua permanência no cargo. Segundo ele, o dirigente nacional demonstrou satisfação com os números alcançados no Estado.
Ele ressaltou que, apesar da derrota ao Governo, o PL conquistou três vagas na Câmara Federal, elegeu um senador e quatro deputados na Assembleia Legislativa.
“É normal o encontro, a gente tem que prestar conta. Zero oportunidade de tocar nesse assunto [do comando da sigla]. O Valdemar se disse tranquilo, recepcionou muito bem o resultado que Mato Grosso fez”.
Derrota de WF
Ananias minimizou o impacto da derrota de Wellington na disputa ao Governo do Estado e admitiu que a falta de apoio dos prefeitos pesou contra o projeto do senador.
“Não foi um baque [a derrota]. O PL foi vencedor, fez a maior bancada federal, um senador, quatro deputados estaduais. Estamos tranquilos e conscientes e participando do processo democrático com altivez”.
“Eu creio que essa falta de apoio pesou. Teve todo esse desarranjo e, sem dúvida, pesou no resultado final”, encerrou.
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