DA REDAÇÃO
O senador eleito Mauro Mendes (União) saiu em defesa da política de ajuste e contenção de despesas anunciada pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Segundo ele, “apertar os cintos” não indica fragilidade ou uma situação ruim nas contas públicas, mas sim a manutenção da receita que permitiu ao Estado poder de investimento.
É natural que ele continue fazendo, passei o governo inteiro apertando os cintos. Talvez vocês não perceberam
Pivetta anunciou que prepara uma ampla revisão da estrutura do Governo com o objetivo de enxugar a máquina pública e reduzir despesas. O ex-secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, deverá presidir uma comissão encarregada de conduzir os estudos.
Ao comentar a necessidade de novos cortes mesmo diante de uma situação fiscal confortável, Mendes lembrou que adotou rigor semelhante ao longo de suas duas gestões no Palácio Paiaguás.
“Eu passei o governo inteiro apertando os cintos e fazendo cortes. É natural que ele continue fazendo, passei o governo inteiro apertando os cintos. Talvez vocês não perceberam isso porque eu não falava muito, mas fiz durante os sete anos o movimento de apertar os cintos, segurar a despesa, aumentar a receita e garantir dinheiro para o investimento”, disse.
Mendes destacou que o equilíbrio fiscal mantido nos últimos anos foi o pilar para os resultados apresentados pela administração estadual até o momento e que a postura de austeridade é uma regra básica de gestão.
“Por isso que nós vivemos durante sete anos e pouco, oito anos, porque não mudou nada esse ano, o maior ciclo de investimento da história de Mato Grosso”, afirmou.
“O que eu fazia? O óbvio. Apertava os cintos, economizava, aumentava a receita, abria margem para fazer investimento. É assim que funciona no governo, em uma empresa, na vida pessoal de cada um”, completou.
Alerta nas contas
O secretário de Estado de Fazenda, Fábio Pimenta, afirmou ao MidiaNews que o crescimento descontrolado da folha de pagamento pode voltar a comprometer o orçamento e defendeu rigor no controle das despesas com pessoal e custeio da máquina pública.
Pivetta também busca realizar um diagnóstico financeiro, econômico e administrativo do Estado. O levantamento deverá analisar o tamanho atual da estrutura, os gastos com pessoal e custeio, a necessidade de cada órgão e os setores nos quais existe espaço para redução de despesas sem comprometer os serviços considerados essenciais.
O grupo comandado por Gallo terá a missão de reunir e cruzar informações das diferentes áreas do Governo para apresentar um retrato detalhado da máquina estadual.
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