Lúdio chama Cattani e Elizeu de covardes e frouxos; deputados de direita rebatem citando perseguição e ditadura

A sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso desta quarta-feira (19) virou uma verdadeiro “barraco” entre direita e esquerda, protagonizada por parlamentares do PL e do PT, devido à repercussão do ato do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que deixou o mandato e se mudou para os Estado Unidos da América, com medo de ser preso por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF).

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O deputado Lúdio Cabral (PT) chamou seus colegas de parlamento, Elizeu Nascimento e Gilberto Cattani, ambos do PL, de covardes e frouxos como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o filho dele, deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL).
Ele alegou que o ex-presidente abandonou o cargo três dias antes de concluir seu mandato para esperar a “massa de manobra” realizar o ato de vandalismo na Praça dos Três Poderes, em Brasília.
“O deputado federal Eduardo Bolsonaro é outro frouxo, outro covarde, que fugiu para os Estados Unidos com medo de ter o passaporte apreendido, de ser preso. Abandonou o próprio pai, a própria sorte, ele deveria estar do lado do pai, o pai não pode ir aos Estados Unidos porque está com passaporte apreendido. Abandonou na semana que o Supremo vai avaliar a denúncia carregada de provas que a Procuradoria Geral da República ofereceu contra 33 pessoas, inclusive generais de quatro estrelas que estão presos preventivamente”, disse.
Lúdio ainda acusou os deputados liberais de terem manipulado a população a participar do ato.
“Não adianta ficar fazendo teatrinho com lágrimas porque o que está esperando vocês é a justiça do estado democrático de direito”, ressaltou.
Elizeu rebateu atacando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na qual classificou como ladrão e descondenado. Ele ainda destacou que não entende a perseguição que está acontecendo com a população que luta pela liberdade e democracia diferente de grupos ligados à esquerda, como o Sem Terra, que invade propriedades particulares e que “convardeia dentro da escola com ideologia de gênero esse é o papel da esquerda”.
“Se tem alguém covarde é a esquerda, que deixou nosso país arrebentado e destruído economicamente, que precisou desses quatro anos do presidente Bolsonaro resgatar a integridade moral e econômica dessa nossa nação”, disse.
Logo após, Cattani reclamou de que a esquerda pode, em qualquer lugar, ofender, xingar e critica, posições que não são oferecidos aos de direita. Ele ainda comentou que o regime militar “salvou a nação de uma ditadura do proletariado pedida e sustentada pela esquerda”.
“Quando um cidadão brasileiro ergue uma placa pedindo a volta do regime militar ele comete um crime? Se ele pede o artigo 142 será que ele está cometendo um crime? Ele não tem o direito de pedir o que bem entende?”, questionou.
Por fim, o requerimento foi reprovado pela maioria dos parlamentares.

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