Outro aspecto é o sistema radicular fasciculado do milheto

Outro aspecto é o sistema radicular fasciculado do milheto – Foto: Divulgação
A reforma do canavial é uma etapa importante para preparar o solo para um novo ciclo de produção de cana-de-açúcar, e a escolha das culturas utilizadas nesse período pode influenciar as condições da área. Segundo Matheus Gomes Nirschl, gerente executivo agrícola, a rotação com milheto representa uma estratégia voltada à conservação do solo e à preparação do ambiente para o próximo plantio.
O benefício começa na cobertura proporcionada pela cultura, que ajuda a proteger a superfície do impacto direto das gotas de chuva. Essa proteção contribui para diminuir as perdas por erosão, um dos pontos importantes no planejamento de áreas que passarão pela renovação do canavial.
Outro aspecto é o sistema radicular fasciculado do milheto. Associado à produção de biomassa, ele favorece a agregação do solo e a infiltração de água. A biomassa também dá origem à palhada, que permanece sobre a superfície e ajuda a reduzir a evaporação, contribuindo para conservar a umidade no solo.
A rotação ainda desempenha um papel na reciclagem de nutrientes. À medida que os resíduos vegetais se decompõem, os nutrientes presentes nesse material são disponibilizados gradualmente, integrando o processo de preparação para o novo ciclo da cana.
Apesar dessas vantagens, o resultado não depende apenas da escolha do milheto. O estabelecimento adequado da cobertura, o volume de matéria seca produzido e a definição do momento correto de manejo são fatores que precisam estar alinhados à janela de plantio da cana-de-açúcar.
Nesse contexto, a rotação deve fazer parte de um planejamento conservacionista mais amplo, no qual as decisões técnicas busquem preservar as condições do solo, reduzir riscos no campo e sustentar o potencial produtivo das lavouras.

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