Alcolumbre defende Marina Silva após fala de senador que sugeriu enforcá-la

Declaração incita violência contra a mulher. Plínio Valério atacou a ministra, durante um evento na Fecomércio-AM, no último dia 14. “Imagina o que é tolerar a Marina por seis horas e dez minutos sem enforcá-la”, disse.

Ministra rebateu. Nesta manhã, Marina se posicionou contra a declaração do senador e o chamou de “psicopata”. Para ela, o senador incitou a violência contra uma mulher.

De lados opostos na pauta ambiental. Alcolumbre é defensor da exploração do petróleo na Margem Equatorial. O potencial petrolífero dessa região vai do Amapá, estado de Alcolumbre, ao Rio Grande do Norte e uniu parlamentares do Nordeste em apoio a essa questão, de olho no que seus redutor políticos podem ganhar de royalties com a arrecadação.

Marina é contra por incentivar os combustíveis fósseis. Reconhecida internacionalmente pela sua atuação com políticas ambientais, sustentabilidade e clima, ela sempre se colocou contra a exploração, mas tem sido quase uma voz isolada no governo sobre o assunto. Por ora, ela defende que isso é uma “questão a ser respondida por técnicos”, e não política.

Lula está do lado de Alcolumbre nessa questão. O presidente sinalizou, logo no primeiro encontro após a eleição à presidência do Senado, que a licença seria destravada, autorizando pesquisas na região.

Ibama ainda não liberou. A Petrobras tenta o licenciamento desde 2020, mas ainda não conseguiu atender as exigências da autarquia ambiental.

Uma fala dessa só é um combustível para essas agressões que estamos vendo nas famílias brasileiras, na sociedade brasileira, onde está todo mundo se achando no direito de agredir todo mundo.
Davi Alcolumbre, presidente do Senado Federal

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