“A geometria do componente mantém o fluxo mais constante”

“A geometria do componente mantém o fluxo mais constante” – Foto: Divulgação
A aplicação de corretivos e fertilizantes em cafezais exige regulagens específicas para garantir a distribuição uniforme dos produtos e evitar desperdícios. Diferenças de densidade, granulometria, umidade e volume influenciam diretamente o desempenho dos equipamentos e podem comprometer a nutrição das plantas.
Segundo o engenheiro agrônomo Henrique Moscatelli, da Piccin Equipamentos, a definição das doses deve começar pela análise do solo, enquanto a calibração do distribuidor precisa ser realizada com o próprio insumo utilizado.
Materiais finos, como calcário e gesso, podem formar aglomerados e prejudicar o fluxo dentro da máquina. Já esterco, cama de frango e palha de café apresentam diferenças de volume e umidade, exigindo ajustes na velocidade da esteira, na abertura da comporta e na largura de distribuição.
Para atender a essas necessidades, a Master 3000 D Cafeeira permite trabalhar com diferentes insumos em um único equipamento. O modelo possui capacidade para 3 mil quilos, pode ser tracionado por tratores de 50 cv e conta com esteira ajustável entre 400 e 800 milímetros.
“A geometria do componente mantém o fluxo mais constante e reduz a formação de túneis, uma das dificuldades encontradas na aplicação de materiais finos, como calcário e gesso”, destaca o especialista.
A tecnologia busca reduzir falhas na aplicação e facilitar as operações ao longo do ano. Além da regulagem adequada, a manutenção preventiva, a limpeza após o uso e a velocidade constante do trator são fundamentais para preservar a eficiência da distribuição. “No café, isso é importante porque a correção do solo, a adubação e o aproveitamento de materiais produzidos na própria fazenda acontecem em diferentes momentos do ano”, finaliza.

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